Michael Schumacher já não está no Centro Hospitalar Universitário de Vaud, perto de Lausana, na Suíça, onde se encontrava desde junho. A família do antigo heptacampeão mundial de Fórmula 1 — internado desde 29 de dezembro de 2013, após sofrer um acidente enquanto esquiava nos Alpes franceses — informou que o alemão, de 45 anos, continuará a receber tratamento médico em casa. Mas “não deveria ser assumido que esta mudança se deveu a grandes mudanças no seu estado de saúde”, lamentou.

Em comunicado divulgado por Sabine Kehm, representante do antigo piloto de Fórmula 1, os familiares de Michael Schumacher sublinharam que “ainda há um longo e difícil caminho a percorrer”. Em junho, recorde-se, o o alemão foi transferido de um hospital de Grenoble, em França, no qual começou a ser tratado, para o centro clínico que o acolheu até hoje, em Lausana. Nesta altura, Schumacher já não estava no estado de coma induzido ao qual fora submetido em dezembro do ano passado.

A família do alemão expressou ainda “gratidão a toda a equipa” do Centro Hospitalar Universitário de Vaud, pelo “aprofundado e competente trabalho” realizado durante o processo de reabilitação de Schumacher.

A residência de Michael Schumacher está localizada em Gland, perto do Lago de Genebra, a cerca de 40 quilómetros de Lausana. O comunicado emitido esta segunda-feira refere também que “não foi realizada qualquer reconstrução na propriedade privada para possibilitar” a mudança do antigo piloto.

Schumacher, recorde-se, sofreu um acidente a 29 de dezembro de 2013, enquanto esquiava fora de pista nos Alpes franceses, em Meribel. O alemão terá caído e embatido com a cabeça numa rocha. A família do germânico pediu que a sua “privacidade continuasse a ser respeitada”.

Em julho, aquando do Grande Prémio de Fórmula 1 que decorreu em Hockenheim, na Alemanha, a mulher do ex-piloto, Corinna Schumacher, emitiu um comunicado no qual agradeceu aos fãs “os votos de melhores e pensamentos positivos” que até então tinham sido enviados a Michael — que, enquanto piloto de Fórmula 1, foi sete vezes campeão mundial da modalidade, em 1994 e 1995 e, depois, consecutivamente entre 2000 e 2004.

O esqui e os ricos e famosos

Pouco depois de Michael Schumacher sofrer o acidente que o deixou em coma durante seis meses, Angela Merkel, chanceler alemã, fraturou a pélvis em janeiro enquanto também esquiava nos Alpes suíços. A líder germânica, que teve de permanecer em repouso e a trabalhar a partir de casa durante três semanas, é a ‘vítima’ mais recente na lista de celebridades a quem o esqui acabou por pregar uma partida.

Em fevereiro de 2001, por exemplo, Carolina do Mónaco, sofreu uma lesão no joelho após colidir com outro esquiador em Arlberg, na Áustria. Cinco anos depois, em dezembro de 2006, Arnold Schwarzenegger, então ainda governado da Califórnia, estado norte-americano, partiu uma perna a esquiar em Sun Valley, em Idaho, também nos EUA. Foi operado três dias depois.

Os casos mais graves aconteceram a partir de janeiro de 2009, quando Dieter Althaus, um político alemão, colidiu numa pista austríaca com uma esquiadora de 41 anos. A mulher, que estava sem capacete, viria a morrer devido aos ferimentos que sofreu. Althaus, que esquiava na direção errada na altura do incidente, foi acusado de homicídio involuntário e foi obrigado pela justiça a pagar uma multa a rondar os 33 mil euros.

Em fevereiro de 2012, Johan Friso, príncipe da Holanda, ficou soterrado quando uma avalanche varreu a área onde esquiava em Lech, na Áustria. O monarca foi encontrado com vida, embora os danos cerebrais que sofreu o deixassem em coma. Morreria um ano e meio após o acidente.