Ucrânia

Relatório oficial: MH17 foi atingido por “numerosos objetos de alta energia”

Não houve falha técnica ou erro humano. Voo comercial da Malaysia Airlines que caiu no leste da Ucrânia em julho foi perfurado por "numerosos objetos", diz relatório hoje divulgado.

AFP/Getty Images

Foi revelado esta terça-feira o relatório preliminar sobre a queda do voo MH17, da Malaysia Airlines: “Sem provas de falha técnica ou erro humano”, o avião foi “atingido por numerosos objetos de alta energia” que “o perfuraram quando ia a alta velocidade”. Não há referências diretas a mísseis ou ao tipo de “objetos” que atingiu o Boing 777-200, mas fica provado que se desintegrou no ar.

“O avião desintegrou-se no ar provavelmente como resultado de danos estruturais causados ​​por um grande número de objetos de alta velocidade que perfuraram a aeronave a partir de fora”, lê-se. O relatório preliminar, divulgado hoje pelo Conselho de Segurança Holandês, baseou-se em informações retiradas da caixa negra do avião, do controlo de tráfego aéreo, de imagens de satélite e de fotografias tiradas no local.

As gravações da voz do piloto no cockpit não revelaram quaisquer sinais de avaria, problemas técnicos ou situações de emergência anteriores à queda. Segundo se lê no relatório, todas as informações recolhidas mostram que o voo estava a decorrer dentro da normalidade até às 13h20, altura em que foi subitamente abalado. “As comunicações estabelecidas com o controlo de tráfego aéreo ucraniano confirmam que não houve chamadas de emergência” – a última ligação foi feita às 13:20:00, e às 13:22:02 já não houve resposta.

O padrão dos destroços encontrados no local, que ainda não foram analisados de forma detalhada, também coincide com a ideia de que o avião se desintegrou ainda no ar, o que explica também o fim abrupto das comunicações e dos registos de voz, assim como o desaparecimento súbito do radar.

Relatório final no máximo em julho

Trata-se, no entanto, de um relatório preliminar, pelo que as investigações vão continuar para determinar com maior precisão o que causou exatamente a queda e como é que o avião se desintegrou. As equipas de investigação vão começar agora a segunda fase, a produção do relatório definitivo que o Conselho de Segurança holandês estima que esteja pronto no máximo um ano depois do acidente. Ou seja, em julho de 2015.

O MH17 caiu a 17 de julho no leste da Ucrânia, entre as regiões de Lugansk e Donetsk, quando voava de Amesterdão para Kuala Lumpur. Todos os 298 passageiros e membros da tripulação que iam a bordo perderam a vida, sendo que a principal tese apontava para o facto de o voo comercial ter sido abatido por engano pelos rebeldes separatistas pró-russos.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rdinis@observador.pt
Rússia

A hipocrisia da política de sanções /premium

José Milhazes

A Europa perdoou à Rússia a agressão à Ucrânia, a invasão da Geórgia em 2018 e dá mais uma prova de “misericórdia” em 2019. A que se deverá este acto que traz à memória o famigerado Acordo de Munique?

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)