Os brasileiros irão às urnas no próximo dia 05 de outubro para decidir se mantêm, por mais quatro anos, a atual Presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, favorita nas pesquisas, ou se apostam nas mudanças prometidas por seus opositores.

As últimas pesquisas apontam uma vantagem de sete pontos para Dilma Rousseff, que aparece com 37 por cento das intenções de voto, seguidas por Marina Silva, com 30 por cento, e Aécio Neves, com 17 por cento.

O cenário apontado pela estatística atual levaria à realização de uma segunda volta, entre Dilma Rousseff e Marina Silva, aumentando o grau de incerteza sobre o desfecho, já que todas as sondagens apontam para um empate técnico entre as duas.

Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), tem a aprovação de uma ampla parcela da população brasileira que tem sido beneficiada dos programas de inclusão social iniciados por Lula da Silva e ampliados pelo seu governo.

Por outro lado, além do fraco desempenho da economia brasileira nos últimos anos, pesa na cabeça de muitos brasileiros a ideia de que esta gestão é apenas de continuidade em relação a Lula, que foi eleito pela primeira vez em 2003.

A sua principal opositora, Marina Silva, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), foi a grande surpresa da eleição, tendo entrado oficialmente na disputa para Presidente apenas no mês passado, após a morte do candidato Eduardo Campos, com quem concorria como vice.

Após a trágica morte de Campos, cuja aeronave onde seguia se despenhou durante compromissos de campanha, Marina Silva apareceu quase como “predestinada”, disparando na frente do até então segundo colocado Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Além de deputada e senadora, Marina Silva foi ministra do Ambiente durante o Governo de Lula da Silva e surpreendeu ao ser a terceira candidata mais votada nas eleições presidenciais passadas, atingindo o terceiro lugar, em 2010, com 20 milhões de votos.

Marina é identificada como uma política “apartidária” e que conta com a simpatia dos manifestantes que foram às ruas em junho passado exigir melhores serviços públicos.

Existem ainda outros oito candidatos à presidência brasileira, mas sua parcela de votos é insignificante diante dos demais, atingindo cerca de 4 por cento das intenções de voto, quando somados.

Além do presidente, os brasileiros são chamados a escolher novos governadores para as unidades federativas (estados e distrito federal), além de deputados estaduais, federais e senadores.

Conforme a legislação eleitoral brasileira, o voto é obrigatório e todos 142.822.038 eleitores registados devem votar ou, em caso de não o fazerem, justificar sua ausência, incluindo aqueles que estão fora do país.