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Dia da Paralisia Cerebral assinala-se segunda-feira contra “perda de dignidade”

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O Dia Nacional da Paralisia Cerebral assinala-se segunda-feira pela primeira vez oficialmente, uma data que pretende ser "uma festa", mas também alertar para os problemas enfrentados pelas 20 mil pessoas afetadas.

ARMENIO BELO/LUSA

O Dia Nacional da Paralisia Cerebral assinala-se segunda-feira pela primeira vez oficialmente, uma data que pretende ser “uma festa”, mas também alertar para os problemas enfrentados pelas 20 mil pessoas afetadas, disse uma dirigente associativa.

Em declarações à Lusa, a presidente da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral, Eulália Calado, disse que o que está a acontecer neste momento é que estão a “retirar toda a dignidade” à população de pessoas afetadas por paralisia cerebral com os cortes orçamentais que têm sido aplicados nas várias áreas implicadas, desde a Segurança Social à Saúde.

“Não se pode ir ao sabor de políticas. Tire-se de onde se quiser, dos gabinetes dos ministros, tire-se dos carros, podem andar com carros de mais baixa cilindrada. São estas [as pessoas com paralisia cerebral] que necessitam mais. O Dia da Paralisia Cerebral dá para nós falarmos e os ecos talvez se reflitam nos outros 364 dias em que as pessoas se debatem com problemas tremendos”, referiu a dirigente associativa sobre o dia que vai incluir um concerto do fadista Camané e do pianista Mário Laginha, na Casa da Música, no Porto.

A presidente da federação recordou, por exemplo, que famílias com um rendimento agregado superior a 628 euros e “com um filho altamente dependente” não têm direito a transporte para ir a consultas ou a hospitais, algo que “antes era pago pelo hospital”.

Eulália Calado mencionou várias outras situações problemáticas, desde as pessoas “completamente presas” em andares cimeiros de um edifício sem acessos corretos que veem dificultadas as criações de rampas quer pelos próprios condomínios quer pelas autarquias até às dificuldades de obtenção de baterias novas para cadeiras elétricas que chegam a demorar um ano.

“Isto é a realidade. As pessoas não gostam de ouvir isto, mas é o dia-a-dia desta população. Nós fazêmo-los sentir perfeitamente lixo. Cidadãos de quinta, culpabilizados por estarem cá. Isto não pode ser”, declarou a presidente da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral.

As atividades de segunda-feira, o primeiro Dia Nacional da Paralisia Cerebral desde a publicação em Diário da República, vão desenvolver-se no Porto, começando às 09:30 no Espaço Atmosfera M com várias conversas, seguindo-se diversas oficinas em diferentes locais da cidade e culminando com o concerto, na Casa da Música, a partir das 19:00.

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