É fácil compreender porque pode arriscar mais quando tem mais tempo pela frente para investir: alguma oscilação desvantajosa na sua carteira terá mais tempo para recuperar. As maiores sociedades gestoras de fundos sabem disto. Por isto, construíram fundos mistos, que investem em ações e obrigações, que reduzem o risco da carteira à medida que o tempo passa.

Com base nos estudos de três das maiores gestoras de ativos do mundo – Vanguard, Fidelity e T. Rowe Price –, bem como as mais recentes investigações académicas, a composição das carteiras para prazos superiores a 20 anos devem ter entre 80% e 90% em ações, assumindo que os investidores já têm um fundo de emergência bem composto. A dez anos do objetivo, a carteira deve estar repartida igualmente por ações e obrigações, mas, a cinco anos, já só deverá ter no máximo um quarto em ações.

Naturalmente, são apenas referências para os aforradores. Se forem mais conservadores, é normal que prefiram ter menos exposição à bolsa.

Que quer fazer ao dinheiro?

Se for investir para a reforma dentro de 30 anos, não é estranho ter a carteira quase toda em ações ou fundos de ações. Se quer poupar para comprar uma casa no final de uma década, pode dividir o dinheiro entre fundos de ações e de obrigações (ou escolher um fundo misto neutro). Mas se for poupar para mudar de carro dentro de três anos, as ações devem ser minimizadas ou, mesmo, anuladas da poupança.

As obrigações (ou os fundos de obrigações) são normalmente apontadas como a alternativa às ações para baixar o risco da carteira. Todavia, os Certificados de Aforro e os Certificados do Tesouro Poupança Mais são opções atraentes nesta área: têm baixo risco por serem garantidos pelo Estado português e o rendimento é interessante. A taxa atual líquida dos Certificados de Aforro é de 2,2%. Os Certificados do Tesouro Poupança Mais rendem, pelo menos, 3% por ano no próximo quinquénio.