Rádio Observador

PT

Altice garante que não quer a PT para “desmantelar a empresa”

141

Os franceses, que admitem lançar uma oferta pela PT Portugal "em breve", dizem que "não vamos fazer grandes revoluções no negócio, apenas trazer algumas práticas que consideramos serem as melhores".

Dexter Goei, à direita na foto, é o presidente-executivo da Altice, uma empresa fundada por Patrick Drahi, à esquerda.

AFP/Getty Images

“À partida, do que conhecemos, não há nada que nós queiramos vender. Nunca iríamos desmantelar a empresa”, afirma Dexter Goei, presidente-executivo da Altice, uma empresa que promete “disparar, muito em breve, com uma oferta pela PT”. Em entrevista ao Diário Económico, o gestor garante que a Altice é um “investidor de longo prazo”, rejeitando a ideia de que são um fundo especulativo, e defende que “os recursos humanos não são o problema” da PT Portugal.

Os franceses da Altice estão “a tentar perceber quais os parâmetros para, potencialmente, avançar com uma oferta” e “a tentar fazer as 20 perguntas que se fazem quando fazemos um investimento tão grande”. Mas com uma garantia: “Do ponto de vista do comprador estamos prontos. Não sei quando vamos disparar mas vamos fazê-lo em breve”, diz o presidente-executivo em entrevista. “Temos muito apoio da comunidade financeira internacional, o que será muito bom para a economia portuguesa”.

O responsável salienta que “há agora uma discussão sobre se a PT deve ou não vender as torres de comunicações móveis”. A opinião da Altice? “Há muita procura dos fundos de infraestruturas por este tipo de ativos. Nunca venderíamos as torres porque quando perdemos o controlo da nossa infraestrutura perdemos parte do coração do nosso negócio”, diz Dexter Goei, sublinhando que “o nosso negócio é ser dono dos ativos”.

A respeito da possível venda de torres de comunicações móveis, a Altice nota que fez saber, “a quem de direito, que não tomaríamos determinadas decisões. E se o fizerem teremos de discutir a avaliação da empresa”. Dexter Goei diz que esta “é uma decisão puramente financeira. Creio que se falarem com os acionistas, sejam os brasileiros sejam os portugueses, não há qualquer desejo de desmantelar o negócio”.

A Altice ainda não falou com sindicatos – “achamos que não faz sentido enquanto não fizermos uma proposta” – mas quer “garantir que os sindicatos estão connosco no projeto e que percebam que estamos aqui para investir no longo prazo”. “Temos dito que queremos criar postos de trabalho. Queremos deslocalizar para cá uma parte relevante dos nossos ‘call centers’. Queremos trazer para Portugal cerca de quatro mil postos de trabalho e tivemos essas conversas diretamente com o governo”, confidencia Dexter Goei, defendendo que “existe uma grande simbiose de pensamento nesta área” e elogiando, em Portugal, a “excelente infraestrutura, uma população com um elevado nível de educação, muito trabalhadora, e que fala várias línguas”.

O responsável nota, ainda, que “os custos com salários da PT andam à volta de 9% das vendas, em linha com o que temos habitualmente em média no setor, algures entre 7 e 9%”. “Pode-se sempre fazer melhor nos custos de pessoal, mas não creio que o problema esteja aí”, afirma Dexter Goei.

“Não estou a dizer que vamos manter todas as pessoas nos lugares em que estão”, ressalva. “O que é preciso é ter uma empresa eficiente. Muitas vezes o problema não está nos custos internos, mas sim nos custos externos”, nota o gestor. “Nalguns casos, não faz sentido continuar a usar esses serviços, noutros, vamos comprar mais coisas aos bons fornecedores”, afirma Dexter Goei, defendendo que “os recursos humanos não são o problema. Não vamos fazer grandes revoluções no negócio, apenas trazer algumas práticas que consideramos as melhores”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: ecaetano@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)