Desde janeiro que a marca American Eagle não utiliza photoshop nas modelos escolhidas para os seus anúncios de lingerie. A prática parece ter vindo para ficar até porque, garante o Business Insider, os consumidores estão a aderir cada vez mais aos produtos em questão. ” Deixámos marcas de beleza, deixámos tatuagens”, explicou a representante Jenny Altamn, no início do ano no programa televisivo Good Morning America, referindo-se às fotografias que compõem as respetivas campanhas publicitárias. O certo é que as vendas da linha de roupa interior Aerie subiram 9% no último trimestre, reporta a mesma publicação.

A estratégia da American Eagle contrasta claramente com a da Victoria’s Secret, cuja campanha de lingerie com a legenda “The Perfect ‘Body'” (“O corpo perfeito” em português) ainda está nas bocas do mundo. A polémica estalou nas redes sociais, onde circula uma petição contra a marca norte-americana, que já leva mais de 20 mil assinaturas, exigindo um pedido de desculpas e a alteração dos cartazes publicitários. Ainda que o slogan se refira ao nome da linha de lingerie —“Body” –, a reação do público não se fez esperar e o argumento de que a marca estaria a passar uma mensagem errada soou mais alto. A petição em causa também lançou a hashtag #iamperfect (“eu sou perfeita”) nas redes sociais, sendo que alcançou milhares de pessoas, sobretudo mulheres, no Twitter.

Os executivos da American Eagle argumentam, então, que querem promover padrões de beleza mais realísticos para as suas consumidoras adolescentes. E, escreve a Business Insider, apesar de as modelos continuarem a ser bastante magras, as imperfeições são visíveis.

A Dove, dedicada a produtos de cosmética e detida pela Unilever, também surge no mercado como apologista de uma beleza real e, na sequência da polémica em torno da Victoria’s Secret, publicou no perfil oficial do Twitter a seguinte mensagem “Hoje celebramos o verdadeiro corpo perfeito”.

https://twitter.com/Dove/status/527883952053174272/

Também a marca de lingerie Dear Kate pegou no tema e criticou a ditadura da beleza no respetivo site: “Como se as mulheres precisassem de ser recordadas da definição de beleza na nossa sociedade, o anúncio mostra dez modelos com formas de corpo semelhantes. Os criadores do anúncio provavelmente não pensaram duas vezes na mensagem que estão a mandar e, para nós, isso é marketing irresponsável”.

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Imagem do Site da marca Dear Kate – D.R.