O Tesouro português volta aos mercados de dívida pública na quarta-feira, 12 de novembro, para emitir obrigações a 10 anos. A operação, com a qual o IGCP pretende obter entre 750 milhões e mil milhões de euros, foi anunciada nesta sexta-feira, dia em que a agência S&P poderá emitir comentários positivos sobre o “rating” de Portugal.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) vai emitir títulos a reembolsar em fevereiro de 2024. No mercado, os investidores estão a transacionar estes títulos entre si pedindo uma rendibilidade implícita de 3,265%, o que indica que, na próxima quarta-feira, quando o IGCP emitir novas obrigações, o custo ficará em linha com os 3,25% suportados a 11 de junho, a última vez que o IGCP emitiu dívida a 10 anos.

No entanto, se aumentar a especulação no mercado de que o Banco Central Europeu irá avançar com um programa de compra de dívida pública, os juros no mercado podem continuar a cair nos próximos dias e a operação de financiamento poderá sair um pouco mais barata ao Estado português. Além disso, está agendada para esta sexta-feira uma atualização, por parte da agência S&P, do “rating” atribuído à dívida portuguesa, o que também poderá contribuir para melhorar os juros da dívida de Portugal no mercado.

A agência norte-americana não deverá subir nem descer o “rating”, que está em “BB”, ou seja, dois níveis abaixo daquilo que a agência passaria a considerar “investimento de qualidade”. No entanto, alguns analistas admitem que a “perspetiva” do “rating” seja melhorada de “estável” para “positiva”, o que indica maiores probabilidades de uma melhoria da notação nos próximos meses.