A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou esta terça-feira que a União Europeia (UE) não planeia novas sanções contra a Rússia, apesar da degradação da situação na Ucrânia devido às eleições separatistas.

A chanceler reiterou, no entanto, que os Estados-membros da UE admitem incluir os nomes de separatistas pró-russos do leste ucraniano nas listas de visados pelas sanções.

“Para além disso, não estão planeadas de momento novas sanções económicas”, disse Merkel, numa conferência de imprensa conjunta com o homólogo paquistanês, Nawaz Sharif, de visita a Berlim.

Para a chanceler, a iminente chegada do inverno à região faz com que o “objetivo central” seja “uma verdadeira trégua”.

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As declarações de Merkel surgem horas depois de a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, ter admitido novas sanções: “É algo que está sempre na ordem do dia”, disse Mogherini numa conferência na Fundação Körber na capital alemã.

“O nosso objetivo é que a pressão sobre a Rússia seja suficientemente forte para que a crise se resolva”, prosseguiu a responsável, sublinhando que as sanções são um meio e não um fim e que o fundamental é “apoiar a Ucrânia”.

A situação no leste da Ucrânia voltou a degradar-se com a realização, a 2 de novembro, de eleições nas regiões separatistas de Donetsk e Lugansk.

Nos últimos dias, o exército ucraniano denunciou a entrada naquela região de grandes colunas militares, o que foi já confirmado pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, e, nas últimas 24 horas, cinco soldados ucranianos morreram em combates.