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Vítor Constâncio admite que BCE pode comprar dívida soberana no início de 2015

O BCE admite comprar títulos de dívida soberana a partir do primeiro trimestre de 2015 se outras medidas em curso para estimular a economia forem insuficientes.

Mario Draghi, já tinha referido a intenção de compra de dívida privada

FREDRIK VON ERICHSEN/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Banco Central Europeu (BCE) admite comprar títulos de dívida soberana a partir do primeiro trimestre de 2015 se outras medidas em curso para estimular a economia forem insuficientes, revelou o vice-presidente Vítor Constâncio esta quarta-feira em Londres.

O responsável afirmou esperar bons resultados após o final do pacote de medidas implementado pelo BCE, nomeadamente a provisão de liquidez a médio-prazo aos bancos condicionada pelo comportamento dos mesmos e dois programas de compra de ativos.

“Esperamos que durante o decorrer do programa, as medidas adotadas façam regressar a folha de balanço à dimensão que tinha no início de 2012”, disse, acrescentando: “Senão, teremos de considerar comprar outros ativos, incluindo obrigações soberanas no mercado secundário”.

A acontecer, será “uma medida de decisão puramente monetária, comprando de acordo com o nosso capital chave, dentro do nosso mandato e das nossas competências legais”, enfatizou Vítor, Constâncio.

Vítor Constâncio falava na abertura na FT Banking Summit ‘Assegurar o Crescimento Futuro’, organizada pelo Financial Times.

O presidente do BCE, Mario Draghi, já tinha referido recentemente a intenção de lançar um programa de compra de dívida privada para estimular o mercado de crédito e apoiar a economia da zona euro, mas sem referir um calendário.

Embora tenha aumentado ligeiramente, de 0,3 para 0,4% em outubro, a inflação na zona euro tem-se mantido muito baixa, aumentando os receios de deflação.

Constâncio reconheceu que este valor está longe do objetivo, que é abaixo mas perto dos 2%, e que o cenário mais provável é que continue muito reduzida, o que cria riscos sociais e económicos na zona euro.

“Para explorar novos canais de transmissão de política monetária que funcionaram noutros países como o Reino Unido e os EUA, estamos a apontar o aumento do volume da base monetária e da nossa folha de balanço para injetar dinheiro diretamente também em agentes não bancários”, clarificou.

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