O preço dos combustíveis aumentou no primeiro dia de 2015, em consequência da dupla subida do imposto petrolífero, tal como foi anunciado. De acordo com dados Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o preço médio do gasóleo rodoviário no primeiro dia do ano era de 1,144 euros por litro, o que corresponde a uma subida de quatro cêntimos face ao preço praticado no último dia do ano, cujo valor médio era de 1,104 euros.

A gasolina de 95 octanas registou um aumento de 3,2 cêntimos por litro, passando a custar no primeiro dia do ano 1,320 euros por litro, segundo o preço médio da DGEG. A 31 de dezembro, a gasolina estava a 1,288 euros.

Estes valores resultam da atualização dos preços médios registados em mais de 2000 postos de combustíveis em todo o território do continente, que reflecte já a subida do imposto petrolífero de 3,5 cêntimos em 2015. Tal não impede contudo que tenham ocorrido aumentos diferenciados por marca ou até por posto, consoante a política comercial de cada empresa.

O aumento do imposto petrolífero em 2015 resulta de duas medidas. A subida de dois cêntimos na contribuição rodoviária prevista no Orçamento do Estado cêntimos para financiar as estradas e da introdução da taxa de carbono resultante da fiscalidade verdade que traz um aumento adicional de 1,5 ao imposto sobre o gasóleo. As duas legislações foram publicadas na tarde do último dia de 2014, entrando em vigor no dia seguinte. O efeito destes aumentos, que se reflete igualmente no IVA, é em regra repercutido diretamente nos preços finais.

As subidas médias estão, para já, aquém dos agravamentos de preços previstos pela Galp que apontavam para aumentos entre os 5 e os 6,5 cêntimos por litro causados por medidas de política energética. Nas contas da petrolífera entrava também o efeito no preço de uma maior incorporação de biodiesel no gasóleo e de etanol na gasolina, por força das metas de biocombustíveis para 2015. No entanto, estes impactos não são imediatos e a sua dimensão tem sido contestada pelo governo.

Por outro lado, este ano o agravamento da carga fiscal coincide com uma fase de descida dos preços por causa da baixa do petróleo, o que poderá influenciar a estratégia comercial das petrolíferas.