A segurança foi reforçada hoje em redor da sede do jornal dinamarquês que publicou inicialmente as caricaturas do profeta Maomé, após o sangrento atentado ao semanário satírico francês Charlie Hebdo, segundo um memorando interno divulgado pela imprensa.

O Jyllands-Posten informou os seus funcionários que as medidas para os proteger seriam reforçadas, sem pormenorizar, indica o documento publicado pelo diário Berlingske. “A vigilância e o nível de segurança nos nossos escritórios e à sua volta em Copenhaga e Viby (cidade onde o jornal tem a sua sede) foram reforçados”, refere o texto.

A direção do jornal diz seguir de perto a situação do ataque de hoje ao Charlie Hebdo, que causou 12 mortos e 20 feridos, quatro dos quais em estado grave.

O Jyllands-Posten tornou-se célebre no mundo inteiro após ter publicado 12 caricaturas do profeta do islão em setembro de 2005, o que provocou violentas manifestações em vários países muçulmanos. Os desenhos foram reproduzidos pelo Charlie Hebdo alguns meses mais tarde. Kurt Westergaard, o autor das caricaturas mais controversas, que escapou a uma tentativa de assassínio na sua casa em 2010, declarou-se hoje chocado com o ataque “assustador e horrível”.

Em declarações à rádio pública dinamarquesa DR, Westergaard disse beneficiar de proteção policial que lhe permite “viver tranquilamente e com confiança”.

Os serviços de segurança dinamarqueses, PET, indicaram manter o seu nível de vigilância contra os atos terroristas, adiantando que “por enquanto, a situação não justifica modificações na avaliação da ameaça terrorista contra a Dinamarca, que continua a ser séria”.