O papa Francisco sofreu “um momento de fadiga” depois de uma longa exposição ao sol no Sri Lanka, reconheceu em conferência de imprensa o porta-voz do papa. Esta manhã, Francisco percorreu o trajeto entre o aeroporto e o centro de Colombo em pé num veículo descoberto, aclamado por centenas de milhares de pessoas. “Não esperávamos uma tal multidão, de mais de 200 mil ou 300 mil pessoas, ao longo de um trajeto de 28 quilómetros.

O veículo avançava lentamente. O papa pagou o preço da exposição, sem proteção ao sol”, explicou o padre jesuíta Federico Lombardi. “Estava cansado. Chegou à nunciatura uma hora mais tarde do que o previsto e por isso faltou ao almoço com os bispos do Sri Lanka. Ainda não tinha celebrado a missa diária, o que fez antes do almoço, e depois descansou um pouco”, acrescentou. “Depois disso, recuperou as suas forças. Não há nada de estranho e o papa está bem”, precisou Lombardi.

Aos 78 anos, o papa acusa, por vezes, a fadiga. No Vaticano já por várias vezes renunciou a participar em encontros previstos na agenda. Apesar de o trajeto escolhido para a passagem do papa ser conhecido como uma zona de forte densidade católica, a multidão que aclamava Francisco era de várias confissões, sublinhou Lombardi. O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, representou Francisco no encontro com os bispos do Sri Lanka.