O ex-presidente da Câmara de Matosinhos Narciso Miranda, acusado de desviar dinheiro de uma associação mutualista que liderou e de simular o roubo de um `smartphone´, conhece hoje à tarde a sentença.

O ex-autarca está acusado, enquanto presidente do conselho de administração da Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede Infesta (ASMSMI), em Matosinhos, de abuso de confiança, simulação de crime (roubo do ‘smartphone’), peculato e participação económica em negócio.

Segundo a acusação, quando desempenhava aquelas funções, Narciso Miranda terá adjudicado serviços a empresas de que faziam parte familiares, alguns deles de forma ilegal ou nunca realizados.

Uma das filhas de Narciso Miranda e um ex-sócio desta também são arguidos no processo por, alegadamente, terem participado no esquema que lesou a ASMSMI.

Nas alegações finais, o Ministério Público (MP) pediu pena de prisão, suspensa na sua execução, para Narciso Miranda por considerar que as suas explicações, em audiência de julgamento, não foram convincentes.

O ex-presidente da câmara vai também ser julgado no âmbito de outro processo pelos crimes de falsificação de documentos e abuso de confiança.