Extremistas islâmicos atacaram e inutilizaram este domingo o oleoduto que unia o campo de Al Sarir com o porto de Al Harika, situado na cidade de Tobruk, na zona este da Líbia.

Fontes da segurança do país informaram que os atacantes são originários da tribo de Al Tabu, uma das mais importantes do sul da Líbia e que se encontra aliada com as milícias.

O porta-voz da Companhia Nacional de Petróleo da Líbia, Mohamed al Harari, confirmou o ataque e explicou que o sistema de bombagem ficou interrompido, prevendo um prazo de três dias para retomar o abastecimento.

Harari acrescentou que o funcionamento da refinaria de Tobruk, que abastece as forças que lutam ao lado do governo reconhecido internacionalmente, poderá parar se o oleoduto ficar bloqueado durante muito tempo.

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Em comunicado, a companhia condenou “energicamente estes atos de sabotagem” e defendeu a necessidade de estas instalações petrolíferas serem protegidas pelo exército e não por mercenários privados.

A embaixada de Itália em Tripoli, uma das últimas missões diplomáticas europeias naquele país foi fechada hoje e os seus colaboradores repatriados, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano.

No total, cerca de 100 italianos foram evacuados da Líbia por barco, escoltado pela marinha de guerra italiana, disseram várias fontes à AFP.

O governo italiano voltou a afirmar esre domingo que estava disposto a liderar uma coligação internacional contra os jihadistas na Líbia, sendo a primeira medida a de repatriar os seus cidadãos do país norte-africano.

Já na sexta-feira, Roma alertou os seus cidadãos para não viajar para a Líbia e instou aos que já lá estavam a deixar o país face à crescente insegurança, com os jihadistas a ganhar terreno.

Hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros português disse que o avanço dos fundamentalistas islâmicos é “um problema europeu” que a situação na Líbia “é muito complexa”.

Machete reúne-se na segunda-feira com o seu homólogo italiano, um encontro que já estava previsto e que não decorre dos recentes acontecimentos, como a retirada da representação diplomática italiana da Líbia ou os atentados na Dinamarca, sublinhou o ministro português.