Depois do silêncio, as suspeitas. No sábado, quando o Expresso noticiou que o Ministério da Solidariedade tinha pedido uma inspeção à Santa Casa da Misericórdia, Santana Lopes optou por nada dizer. Ontem à noite, na SIC-Notícias, achou que era altura de dizer o que pensou sobre o caso – e nem evitou ligá-lo às presidenciais de 2016: “Não acredito, li isso, há quem me diga isso, não quero acreditar”, disse, citado pelo Público esta manhã.

E que ligação é essa? A recusa anunciada do CDS em apoiá-lo caso decida apresentar-se nessa corrida. Santana queixou-se ontem de o ministro da pasta (Pedro Mota Soares, dirigente centrista) não o ter informado sobre a inspeção e mostrou suspeitas sobre a “urgência” da dita inspeção, pela voz de alguém que estava ao seu lado quando soube da notícia: “Oito semanas? Isso vai dar a meio de março. Você não tinha dito que se fosse candidato apresentaria a candidatura em março ou abril? Não acredito agora que se ande a brincar com coisas sérias.”

Depois disto, faltava ainda a ligação a Paulo Portas, com quem esteve coligado nos breves seis meses em que esteve no Governo. “Dizem-me também às vezes que no CDS fazem alguma coisa sem o dr. Paulo Portas saber? Não, numa coisa destas custa-me a crer. Mas muitas pessoas dizem-me: ‘Não, ele sabe de tudo’. Mas quer dizer… não acredito. Só se comesse muito queijo com o que tem passado pela vida não ia fazer partidas destas a ninguém.”