Em Aden, os bombardeamentos foram dirigidos para um complexo de administração provincial em Dar Saad, tomado pelos rebeldes xiitas ‘huthis’ no norte da cidade, disse à AFP um oficial fiel ao Presidente Abd Rabbo Mansur Hadi, refugiado na Arábia Saudita. O militar apontou “vários mortos e feridos” entre os ‘huthis’, sem, no entanto, adiantar um balanço preciso.

A mesma fonte indicou que o quartel-general da quinta brigada, leal ao antigo Presidente Ali Abdallah Saleh, aliado dos ‘huthis’, foi visado no norte de Aden, assim como o aeroporto internacional no centro da cidade. As forças armadas fiéis ao Presidente Hadi prenderam 26 ‘huthis’ durante combates em Aden, garantiu um dos seus chefes.

Em Hodeida, quatro civis foram mortos e dez ficaram feridos quando uma fábrica de laticínios daquela cidade portuária, no oeste do Iémen, foi atingida durante a noite, informaram fontes médicas.

As circunstâncias deste bombardeamento continuavam na manhã de hoje desconhecidas. Testemunhas afirmaram que, em resposta a um raide aéreo da coligação, militares pró-Saleh atacaram a fábrica. Outras dizem o contrário, indicando que a fábrica de laticínios foi atingida pela força aérea da coligação.

Seis outras pessoas morreram num raide aéreo que teve como alvo o porto de Maydi, na província de Hajja, no noroeste, segundo fontes médicas. Além disso, a aviação da coligação alvejou campos pró-Saleh, junto a Sanaa e na região de Ibb,no centro do país, de acordo com moradores. Várias posições ‘huthis’ também foram visadas nas províncias de Saada e Hajjah, redutos da milícia xiita no norte do Iémen.

Depois de entrarem na capital em setembro, os ‘huthis’, apoiados pelo Irão e seus aliados, conquistaram gradualmente áreas no centro, oeste e sul e ameaçam a cidade de Aden desde meados de março. Estes avanços levaram, a 26 de março, ao início de ataques aéreos por parte de uma coligação de nove países árabes, liderados pela Arábia Saudita.

O Iémen vive uma crise política desde 22 de janeiro passado, na sequência da renúncia do Presidente Abd Rabbo Mansur Hadi e do seu Governo, dois dias depois de a milícia xiita “huthis” assumir o controlo do palácio presidencial. Os “huthis” já assumiram o controlo de sete províncias do país, mas a ONU considera Abd Rabbo Mansur Hadi como o “Presidente legítimo” do Iémen.