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As autoridades quenianas detiveram, até à data, seis indivíduos suspeitos de terem participado no atentado à Universidade de Garissa, no leste do Quénia. Um tribunal queniano já concordou em estender o período de detenção dos indivíduos, adianta a France-Presse.

Um dos seis detidos, um tanzaniano, foi encontrado “escondido num sótão” na Universidade de Garissa, informou na segunda-feira o Ministro do Interior Queniano, Mwenda Njoka. No momento da detenção, o homem tinha na sua posse várias granadas de mão. Está atualmente detido numa prisão na cidade de Garissa.

Os outros cinco detidos, de nacionalidade queniana, estão a ser investigados por terem fornecido armas aos atacantes. Um dos indivíduos foi detido no campus universitário, onde trabalhava como segurança. Os restantes foram apanhados enquanto tentavam fugir do país, através da fronteira com a Somália.

De acordo com a agência noticiosa, o tribunal aceitou a sugestão dos advogados estatais de estender o período de detenção dos suspeitos por 30 dias. Estes deveriam ser detidos apenas por 24 horas, antes de puderem ser apresentados perante um tribunal.

Na passada quinta-feira, um grupo de islamitas armados atacou a Universidade de Garissa no leste do Quénia, junto à fronteira com a Somália, causando a morte de 148 pessoas. O ataque, reivindicado pela Al-Shabab, um grupo somali com ligações à Al-Qaeda, foi o mas mortal em solo queniano nos últimos 17 anos.

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