São quatro páginas de uma entrevista ao jornal i em que Sampaio da Nóvoa, candidato à presidência da República, fala abertamente de momentos da sua infância até ao dia em que decidiu candidatar-se. Mário Soares e Jorge Sampaio são dos presidentes cuja postura lhe serve como exemplo e que pretende seguir. Mas também não se esquece de Ramalho Eanes, “muito despojado do cargo”.

“Não me vejo fechado no Palácio de Belém. Se interventivo quer dizer isso, acho que sou eu”, diz Sampaio da Nóvoa.

E como interventivo dá como exemplos na presidência os socialistas Mário Soares e Jorge Sampaio. O primeiro por “uma maior proximidade com as pessoas”. Sampaio “na questão das causas sociais”. “Acho que o presidente pode ser alguém que completa a nossa democracia”, diz.

Também Eanes, o primeiro presidente da República democraticamente eleito após o 25 de abril, é uma referência para o professor candidato. “Penso em Eanes, na dimensão da independência e isenção e de um exercício muito despojado do cargo. Acho que precisamos de ter na Presidência da República esse despojamento”, disse na entrevista.

E caso esta candidatura não lhe corra bem, Nóvoa é claro: “Se os portugueses não tiverem confiança, se as coisas correrem mal, recolher-me-ei, voltarei a ser professor, ponto final, não farei rigorosamente mais nada”.