Marco António Costa está a ser investigado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, na sequência de uma participação. O vice-presidente e porta-voz do PSD já reagiu e transmitiu a sua “imediata disponibilidade” para colaborar com o inquérito, descrevendo, ainda, as acusações de Pualo Vieira da Silva, antigo dirigente do PSD-Porto, como “lamentáveis insinuações maldosas”.

O caso foi avançado na tarde de sábado pela RTP. De acordo com aquela estação, Marco António Costa está a ser investigado na sequência da denúncia de alegados crimes de tráfico de influências durante os mandatos na Câmara de Gaia.

“A acusação partiu de Paulo Vieira da Silva, antigo dirigente do PSD-Porto, que enviou uma carta à Procuradoria a descrever uma rede de influências de Marco António Costa na autarquia e empresas municipais onde terá beneficiado amigos e pessoas da estrutura partidária. Paulo Vieira da Silva também tornou públicas estas denúncias nas redes sociais. Contactado pela RTP, Marco António Costa não quis comentar o caso”, divulgou a televisão pública.

A RTP acrescentava também que o vice-presidente do PSD é acusado de “utilizar a distrital do partido em benefício político, pessoal e de negócios”, e que já apresentou uma queixa por difamação.

Numa nota de esclarecimento enviada à imprensa, Marco António Costa já reagiu e disse ter manifestado “à Procuradoria-Geral da República, no passado dia 11 de maio”, mesmo antes de ser conhecida a existência de qualquer inquérito, “a imediata disponibilidade para prestar declarações no âmbito de qualquer processo em que seja visado”.

O político pede que seja analisado “com todo o rigor jurídico o texto em que se baseia a suposta ‘denúncia’, uma vez que em momento algum há qualquer acusação concreta de corrupção ou de tráfico de influências” ou de “qualquer crime”, mas “apenas lamentáveis insinuações maldosas”.

“Aceito, como princípio, que quem participa ativamente na vida pública está sujeito, e deve sujeitar-se, ao maior escrutínio mesmo quando estejam em causa insinuações infundadas”, salienta o vice-presidente do PSD, na nota.

Marco António Costa preferiu não comentar a suposta “intriga política” interna, que, segundo a acusação de Paulo Vieira da Silva o coloca, a ele, no centro das escolhas para a liderança do PSD e na escolha do próximo candidato presidencial, neste caso Rui Rio. “No que diz respeito a toda a intriga política referida no texto em causa sobre processos para a liderança do PSD ou ainda a escolha do próximo candidato presidencial atribuindo-me a preferência por Rui Rio não me merecem para já qualquer comentário”, escreveu.

Além disso, o vice-presidente do PSD optou por não fazer qualquer comentário político sobre o caso. “Não tenciono fazer qualquer comentário de natureza política, reservando para o meu advogado a resposta judicial à ‘denúncia’ apresentada”, acrescentou Marco António Costa, dizendo que o seu foco político “é trabalhar para uma vitória da coligação servindo o PSD com a determinação de sempre”.