O primeiro fórum empresarial Angola-Portugal, anunciado pelos governos dos dois países, vai realizar-se a 23 de junho, em Luanda, segundo informação da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) consultada pela Lusa.

De acordo com a mesma informação, a organização desta primeira edição do fórum instituído pelos dois países será da responsabilidade do Ministério da Economia de Angola, em colaboração com a embaixada de Portugal e da delegação da AICEP em Luanda.

“Irá centrar-se nas oportunidades de negócio no âmbito do processo de industrialização e diversificação da economia angolana sob o tema ‘Juntos na diversificação da economia'”, informa a AICEP, acrescentando o objetivo de “promover as oportunidades de negócio num e noutro país”, bem com o “estabelecimento e aprofundamento” de parcerias entre empresas angolanas e portuguesas.

“Eu creio que é muito bom que os empresários angolanos apostem em Portugal. Creio também que é muito importante que os empresários portugueses possam continuar a apostar e a investir em Angola”, disse em março, em Lisboa, o ministro da Economia português, António Pires de Lima.

Mais de 9.000 empresas de Portugal exportam atualmente para Angola e cerca de 2.000, angolanas, são participadas por capital português, segundo dados da AICEP.

Em 2013, as trocas comerciais entre os dois países ascenderam a 7.000 milhões de euros. Deste total, 3,1 mil milhões de euros foram relativos à exportação de bens e 1,4 mil milhões de euros de serviços, em ambos os casos de Portugal para Angola.

A 12 de janeiro, durante a visita a Luanda, na presença do homólogo angolano, Georges Chikoti, o ministro Rui Machete anunciou a realização deste fórum empresarial, inicialmente apontado para até abril.

“Será um fórum de empresas portuguesas que vêm a Luanda discutir os problemas dos investimentos, das exportações, das importações, com empresas angolanas. Será este ano ainda, no primeiro quadrimestre”, explicou, na ocasião, Rui Machete.

Em simultâneo está prevista a constituição de um observatório empresarial das empresas portuguesas e angolanas.

“Basicamente é monitorizar aquilo que são os investimentos e o comportamento das empresas, angolanas e portuguesas, para as ajudar a desenvolver melhor os seus negócios e prevenir alguns erros que eventualmente ocorrem”, disse ainda Rui Machete.

Estas medidas, segundo explicou o governante português, visam “continuar a impulsionar as relações” entre Portugal e Angola, que começam a “adquirir um grau de complexidade”.