Uma papeleira portuguesa do século XVIII foi adquirida pelo Estado em leilão, por 20 mil euros, para integrar o acervo do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), anunciou a Direção-Geral do Património (DGPC).

De acordo com um comunicado do gabinete de imprensa da DGPC, a papeleira de cilindro D. Maria I foi adquirida num leilão realizado na segunda-feira, pela Cabral Moncada Leilões, em Lisboa.

A papeleira tem a particularidade de estar identificada pelo autor – Domingos Tenuta, “um dos poucos marceneiros que assinavam as suas obras” – e com a data de produção, 1790, “procedimento muito raro no mobiliário” do país, segundo a DGPC.

A peça é descrita como “um excecional exemplar do mobiliário neoclássico português, de clara inspiração francesa, pela sua forma e pela sua decoração”.

“Dada a inexistência de outro exemplar semelhante nas coleções do Estado, a aquisição desta peça vem, assim, colmatar uma lacuna importante, nomeadamente na exposição de mobiliário do Museu Nacional de Arte Antiga”, sublinha a DGPC.

Esta papeleira fez parte da “Exposição de Ambientes Portugueses dos séculos XVI a XIX”, no Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, realizada em 1969, encontrando-se identificada e reproduzida no catálogo da mostra.

Criado em 1884, o MNAA acolhe a mais relevante coleção pública de arte antiga do país, desde pintura, escultura, artes decorativas portuguesas, europeias e da Expansão Marítima Portuguesa, da Idade Média ao século XIX, incluindo o maior número de obras classificadas como tesouros nacionais.