Ainda falta o relatório da autópsia, mas “tudo indica tratar-se de um homicídio seguido de suicídio”, confirma fonte da Polícia Judiciária (PJ) ao Observador, sobre o caso do carro resgatado do rio Tejo na madrugada da passada segunda-feira.

“Amarrada nas mãos e nos pés”, Maria Beatriz Costa 58 anos, Assistente Técnica Administrativa da Capitania do Porto de Cascais, foi retirada do carro já sem vida, assim como o Sargento António Loureiro Almeida, 60 anos, reformado da Marinha, e alegado homicida.

Porque “não há indícios de armas de fogo”, a PJ aponta o afogamento como causa de ambas as mortes. A relação entre Maria Beatriz e Loureiro Almeida ainda está por apurar.

Recorde-se que um grupo de jovens, que se encontrava próximo do local, terá assistido ao acidente, na Rua Cintura do Porto de Lisboa, e alertou a PSP de Sta. Apolónia pelas 3h20 da madrugada de segunda-feira.

Apoiada pelos mergulhadores dos Sapadores Bombeiros, a Polícia Marítima encontrou o carro que não pôde ser retirado de imediato por causa do lodo característico da zona. A viatura só foi resgatada mais tarde, com o apoio de uma embarcação da Administração do Porto de Lisboa.

A investigação está a cargo do Ministério Público e da PJ.

A Autoridade Marítima Nacional (AMN) e a Polícia Marítima (PM), num comunicado escrito em conjunto e enviado para as redações, “manifestam a sua consternação” sobre o caso que ainda se encontra sob investigação.