A NASA confirmou, em comunicado, que a nave CRS-7 explodiu em pleno voo dois minutos após o lançamento de Cape Canaveral, às 15:23 de Lisboa. Ainda é cedo para saber o que se passou com a nave da SpaceX contratada pela agência espacial americana. Em conferência de imprensa conjunta da NASA/SpaceX, prometeu-se apresentar um relatório detalhado no prazo aproximado de um mês – os dados do voo terão de ser analisados para que se perceba o que falhou antes de apresentar soluções que tenham impacto nos próximos voos previstos. A informação já confirmada aponta para problemas no momento em que o voo passou a supersónico, e foi o próprio responsável da SpaceX a apresentar a causa do problema: “um excesso de pressão no contentor de oxigénio líquido”:

O vídeo do voo mostra a explosão:

A nave dirigia-se para a Estação Espacial Internacional (ISS), com duas toneladas e meia de carga a bordo – incluindo uma base de acoplagem para futuras naves e equipamento de realidade virtual para os astronautas. Esta era a sexta viagem encomendada pela NASA à SpaceX, a inovadora empresa de exploração espacial liderada por Elon Musk, e é o primeiro acidente ocorrido em missões.

Os destroços caíram no Atlântico e não há registo de danos. Apesar de este ser o segundo falhanço em voos que deviam chegar à Estação Espacial (depois da queda de uma nave russa em abril), os abastecimentos e o suporte da equipa e os abastecimentos aos astronautas em órbita estão “controlados”, como confirmaram os responsáveis da NASA. Está previsto já para dia 3 um voo Progress por parte da agência espacial russa. Os 3 astronautas que estão na ISS (dois russos e um americano) têm abastecimentos seguros até 24 de julho sem que seja necessário tocar nas reservas, que duram mais dois meses.

Um dos astronautas na ISS colocou uma imagem e um comentário ao que viu a partir do espaço:

Esta missão tinha um segundo objetivo, que era fazer regressar à terra o módulo de lançamento. Era a terceira tentativa para atingir um desígnio fundamental para tornar as viagens espaciais mais baratas: a recuperação do veículo de lançamento das naves da SpaceX. A empresa tinha já tentado duas vezes a recuperação do mesmo, uma em janeiro e outra em abril, mas ambas falharam (a última por muito pouco). Este fracasso poderá ter graves consequências na cotação da empresa, especialmente na corrida privada ao espaço que está a protagonizar contra a aliança da Boeing com a Lockheed.

Carlos Gomes, que assistiu ao lançamento do CRS-7 ao vivo em Cape Canaveral, contou ao Observador que a maioria das pessoas que assistiam ao lançamento não se aperceberam do sucedido, tendo inclusivamente aplaudido no momento mais dramático. Aqui está o vídeo que fez do lançamento:

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