A Sociedade Francisco Manuel dos Santos (SFMS) assinou esta quarta-feira o contrato que vai permitir que o Estado encaixe 24 milhões de euros com a alienação do Oceanário de Lisboa. No total, o Governo vai receber 35 milhões de euros pela operação em 2015: os outros 11 milhões dizem respeito ao pagamento inicial da concessão. Durante os 30 anos do contrato, estima-se que a receita atinja os 114 milhões de euros.

Além dos 114 milhões de euros que o Estado vai encaixar, há mais 110 milhões de euros que a SFMS vai aplicar em programas de educação, conservação e formação no domínio da sustentabilidade dos oceanos, nos próximos 30 anos.

Para promover e capacitar o programa de conservação dos oceanos e a literacia azul, a SFMS vai injetar mais 40 milhões “a fundo perdido” durante os primeiros dez anos de concessão, através da Fundação Oceano Azul. No total, a operação vai permitir reduzir o passivo da Parque Expo – empresa pública que geria o Oceanário – em 78 milhões de euros. O equipamento que compõe o Oceanário permanece nas nãos do Estado.

“A proposta vencedora consubstancia uma oportunidade de tornar o Oceanário um líder internacional da conservação dos oceanos. Com efeito, o Oceanário e a SFMS, através da Fundação Oceano Azul, vão promover uma ambiciosa agenda de divulgação do conhecimento e conservação dos oceanos, promovendo o reforço do posicionamento do Oceanário como instituição de referência internacional, permitindo que Portugal reforce e capitalize a sua relação histórica com o Mar”, lê-se no comunicado enviado pela Parque Expo.

Além da SFMS, estavam na corrida pela concessão do Oceanário de Lisboa, o grupo espanhol Aspro Parks (que detém o parque aquático Aqualand, no Algarve), a empresa portuguesa Mundo Aquático (que gere o Zoomarine), o grupo francês Compagnie dês Alps e a espanhola Parques Reunidos, que gere 56 parques na Europa, nos Estados Unidos da América e na Argentina.