As Nações Unidas anunciaram a detenção de um dos suspeitos mais relevantes pelo genocídio no Ruanda, em 1994, conta a CNN. A fuga de Ladislas Ntaganzwa durou 21 anos. O homem de 53 anos foi detido na República Democrática do Congo e espera agora transferência para o Ruanda, confirmou ao Conselho de Segurança da ONU o procurador do Tribunal Internacional Criminal do Ruanda.

Ntaganzwa era procurado por crimes contra a humanidade e outras violações da lei humanitária internacional. A BBC refere ainda que o fugitivo era perseguido também por violações em massa e pelo massacre de milhares de pessoas. A CNN informa ainda que Ntaganzwa era um de nove fugitivos importantes para este caso — Felicien Kabuga, Augustin Bizimana, Protais Mpiranya, Fulgence Kayishema, Pheneas Munyarugarama, Aloys Ndimbati, Ryandikayo e Charles Sikubwabo são os outros. Qualquer informação relativa ao paradeiro de um deles mereceria uma recompensa de quatro milhões e meio de euros. Os restantes oito continuam a monte.

O artigo da BBC fala ainda que o Tribunal Criminal do Ruanda (TRC) acusa Ntaganzwa de estar envolvido no massacre de mais de 20 mil Tutsis, entre 14 e 18 de abril de 1994. “[Ntaganzwa ] participou substancialmente no planeamento, preparação e execução do massacre”, refere a acusação do tribunal. Mais: a acusação afirma que este homem ordenou que um grupo cercasse a região de Cyaninda, no sul do país, para que “nenhuns Tutsis pudessem escapar”. Segundo Hassan Bubacar Jallow, procurador do TCR, Ntaganzwa era “peixe graúdo”.

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Os números oficiais do genocídio de 1994 continuam a assombrar: 800 mil mortos em três meses. Segundo a CNN, cerca de 300 mil desses 800 mil eram crianças; desses crimes cometidos por Hutus contra Tutsis e moderados Tutsis resultaram também 95 mil órfãos.