A pena até era de apenas 21 meses, mas John Patrick Hannan não se resignou: em dezembro de 1955 fugiu da prisão de Verne, situada no condado de Dorset, em Inglaterra, conta o jornal The Telegraph. Passados 60 anos, ainda não foi apanhado e a polícia inglesa já desistiu de o procurar. É o fugitivo mais bem-sucedido de sempre: nunca nenhum ficou mais de 46 anos sem ser encontrado.

John Patrick Hannan foi preso pelo roubo de automóveis e ataque a dois polícias britânicos. A fuga da prisão (que hoje em dia está em ruínas e só serve para visitas turísticas) deu-se quando tinha 22 anos. Combinou tudo com um outro recluso, Gwynant Thomas, que tinha a mesma idade: juntos, amarraram os lençóis em que dormiam, usando-os para escalar os muros da prisão. Finalmente em liberdade, foram a um posto de gasolina das proximidades de onde levaram sobretudos, cervejas e cigarros. Terão então, segundo o The Telegraph, viajado para a ilha de Portland, localizada no mesmo condado.

Cerca de 16 horas depois da fuga, o duo foi visto por um camionista na região de Dorchester. Este alertou as autoridades, que agiram rapidamente e conseguiram apanhar Gwynan Thomas. John Patrick Hannan, porém, teve mais sorte: foi capaz de fugir, depois de uma perseguição que envolveu bloqueio de estradas e cães-polícia. E assim continuaria – fugido – durante 60 anos.

Diz-se muita coisa sobre o seu paradeiro desde aí: os principais rumores apontam para que, após ter escapado às autoridades, tenha viajado de volta para a sua Irlanda natal. Certo é que desde aí a polícia nunca mais lhe conseguiu seguir o rasto: foi fazendo vários apelos, várias investigações, mas nunca o encontrou. Hoje, 60 anos passados, já ninguém o procura: a polícia britânica já desistiu, embora vinque que quaisquer informações sobre o seu paradeiro serão tratadas com “interesse considerável”. E não se sabe sequer se John Patrick Hannan, que teria ou terá agora 81 anos, se encontra ainda vivo.

Com tudo isto, já se tornou recordista de prisioneiro fugido há mais tempo: o anterior recorde, diz o jornal The Telegraph, era detido por Leonard Frisco, que passou 45 anos e 11 meses em fuga. Este foi batido por este irlandês em 2001: e, como não mais foi encontrado desde aí, tornou o recorde, agora de 60 anos, ainda mais longínquo.