O Grupo Lena vai avançar com um processo judicial contra o candidato a Presidente da República Paulo Morais, “por difamação e atentado à reputação” anunciou o grupo esta quarta-feira em comunicado.

A decisão acontece na sequência das declarações de Paulo Morais no debate presidencial de ontem, que a empresa classifica como um “ataque gratuito e infeliz” e que “terá de, em juízo, provar as afirmações que tão displicente e irresponsavelmente proferiu”, lê-se do documento.

Durante o frente a frente com Sampaio da Nóvoa, Paulo Morais voltou a fazer alusão ao crescimento do Grupo Lena durante governo de José Sócrates. Esta é a segunda vez que o faz e é também a segunda vez que a empresa recorre aos tribunais em sua defesa.

O grupo sediado em Leiria afirma que “é falso que o Grupo Lena tenha alguma vez trocado favores com José Sócrates” e que as alegações do candidato a Belém de que o “grupo tenha alguma vez sido o ‘maior fornecedor do Estado português'”, são “absolutamente ridículas”.

A empresa refere que o sucesso e a dimensão do grupo é anterior ao governo do ex-primeiro-ministro e até “perdeu quota de mercado, em valor absoluto e em posição relativa, nos governos dirigidos por José Sócrates.”

O Grupo Lena sustenta as afirmações recorrendo aos dados da Associação de Empresas de Construção e Obras Publicas e Serviços (AECOPS), segundo os quais entre 1998 e 2004 (sete anos anteriores aos governos de José Sócrates) a quota de mercado do grupo no mercado português das obras públicas era de 2,93%, o terceiro lugar no país e no período de 2005 a 2011 (os sete anos dos governos Sócrates), a quota de mercado caiu para 2,54 % (o terceiro lugar nacional).

A empresa da região oeste refere ainda, que “em valores, entre 1998 e 2004, vendeu ao Estado português, 657.037.744 euros, enquanto entre 2005 e 2011 vendeu 535.234.524 euros, ou seja, menos 121,8 milhões de euros.”