As ONG presentes nas ilhas do norte do mar Egeu, na Grécia, principal ponto de entrada dos migrantes na Europa, deverão registar-se de forma sistemática junto das autoridades gregas, referiu fonte policial citada pela agência noticiosa AFP.

A mesma fonte precisou que todos os voluntários, que acolhem os refugiados após a perigosa travessia em frágeis embarcações entre a Turquia e a Grécia, deverão estar munidos de bilhete de identidade e passaporte durante os controlos da polícia.

Desde há vários meses que as autoridades locais das ilhas do mar Egeu tinham alertado o Governo de Alexis Tsipras sobre a presença de uma centena de Organizações não-governamentais (ONG) nestas ilhas, e solicitavam o seu registo para uma melhor coordenação com as autoridades locais.

O objetivo deste controlo também pretende combater os roubos de bens pertencentes aos refugiados, ou de motores de barcos por alegados voluntários no terreno, precisou uma fonte policial.

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A larga maioria dos refugiados e migrantes que chegaram à Europa em 2015 — cerca de 850.000 em um milhão de entradas — optou por entrar através da Grécia, com 816.000 a efetuarem a travessia por mar.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), perto de 3.700 migrantes, na maioria em fuga dos conflitos na Síria e outros países em guerra, morreram ou são considerados desaparecidos no mar. Cerca de 800 tentavam atravessar o mar Egeu em direção à Grécia, e perto de 3.000 morreram no Mediterrâneo a caminho da Itália.