As autoridades norte-americanas estão a desenvolver duas potenciais vacinas contra o vírus zika e os ensaios clínicos que permitem testar a sua eficácia podem começar no final de 2016, adianta a Reuters. Contudo, ainda demorará vários anos até que fiquem disponíveis ao público.

O diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas norte-americano, Anthony Fauci, explicou que nunca tinha sido desenvolvida uma vacina contra o zika, porque ainda não tinha sido possível encontrar um parceiro na indústria farmacêutica. Contudo, esse problema parece estar resolvido.

“Estamos a conversar com algumas empresas que estão dispostas a trabalhar connosco num desenvolvimento mais avançado”, afirmou Anthony Fauci. Uma das vacinas foi desenvolvida com base em investigações feitas ao vírus do Oeste do Nilo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou na quinta-feira que vai reunir de emergência a 1 de fevereiro, estimando que possam existir cerca de três a quatro milhões de pessoas infetadas com o vírus, no mundo. Há casos confirmados em 23 países.

Os casos de zika começaram a ser registados na América do Sul em maio de 2015 e em novembro já havia nove países com casos autóctones (transmissão dentro do país). Anne Schuchat, do Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças norte-americano afirmou que existem 31 casos de pessoas infetadas com o zika nos EUA – que tinham regressado de viagens a países afetados pelo vírus.

A situação mais grave é a do Brasil, onde o ministério da Saúde estima a ocorrência de entre 497.593 e 1.482.701 casos de zika em 2015, incluindo 3.893 casos de microcefalia. A Colômbia é o segundo país mais atingido, tendo sido confirmados 13.808 casos de zika, incluindo em 890 grávidas, e 2.611 casos suspeitos.