O texto, firmado hoje na Nova Zelândia, desperta a hostilidade no Congresso dos EUA, especialmente no atual período eleitoral, mas Obama garante, num comunicado, que reforçará a “liderança” norte-americana “no estrangeiro e apoiará o emprego também nos Estados Unidos”.

Para entrar em vigor, o acordo, que afeta 40% da economia mundial, deve ser ratificado pelos parlamentos nacionais das 12 nações parceiras da região Ásia-Pacífico (EUA, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura e Vietname), num processo que pode demorar dois anos.

“O Congresso deve ratificar [o acordo] o mais rapidamente possível de modo a que a nossa economia possa beneficiar imediatamente das dezenas de milhares de dólares com novas oportunidades para a exportação”, apelou o Presidente norte-americano.

O representante especial norte-americano para o Comércio, Michael Froman, advertiu, entretanto, para os custos de um atraso na ratificação. “Um atraso tem um custo, um custo económico real para a economia dos EUA e para cada família norte-americana”, assegurou, falando em cerca de “100 mil milhões de dólares”.

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O TPP foi concluído em outubro, depois de cinco anos de negociações. A aprovação do acordo daria a Barack Obama uma grande vitória política antes da sua saída da Casa Branca.

Os Estados Unidos da América negoceiam em paralelo um acordo de comércio livre com a União Europeia (TTIP).