O secretário-geral do PS afirmou na quarta-feira que preferia a versão inicial do Orçamento do que a final negociada com Bruxelas, mas frisou que, “acima de tudo”, prefere ter a versão atual e continuar na zona euro.

Esta posição foi assumida por António Costa numa sessão pública com militantes socialistas sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2016, na Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa, depois de questionado sobre quais as expetativas de mudança na zona euro após ter estado envolvido em negociações consideradas muito difíceis com a Comissão Europeia.

“Se me perguntam se o resultado da negociação melhorou o Orçamento, não quero ser imodesto e digo não, porque a versão inicial preparada era melhor do que a final. Mas quem quer participar numa união, quem tem que partilhar regras comuns, tem que estar disponível para o compromisso, para ceder onde pode ceder, para não ceder onde não pode ceder e, ainda, para ganhar aquilo que tem de ganhar”, respondeu o primeiro-ministro.

António Costa salientou que, em termos de balanço global, se sente “confortável” com o resultado final da negociação do Orçamento com a Comissão Europeia.

“Gostava mais da versão inicial do Orçamento. Mas, agora, entre ter a versão inicial do Orçamento e deixar de estar na zona euro, ou ter a versão final e continuar na zona euro, então eu prefiro ter a versão atual”, declarou o secretário-geral do PS, recebendo uma prolongada salva de palmas da plateia.