É o fim das nebulosas ligações entre os meios políticos e os “barões” mediáticos, garante Alexis Tsipras. O primeiro-ministro grego vai levar ao Parlamento uma profunda reforma na paisagem audiovisual, que passa por limitar a quatro as “licenças nacionais” atribuídas a canais de televisão gregos. Na prática, esta medida vai significar o encerramento de vários canais de televisão privados. “Isto vai criar cadeias realmente independentes e financeiramente viáveis”, afirmou Tsipras, em conselho de ministros.

Atualmente, mais de uma dezena de cadeias privadas operam na Grécia numa situação de ilegalidade e opacidade financeira, fomentada pelas nebulosas ligações entre os meios políticos e os “barões” mediáticos, sublinhou o líder do Syriza.

Desde o final do monopólio público em 1989 que as cadeias privadas, na larga maioria detidas por grandes grupos petrolíferos e da construção civil, funcionam com licenças provisórias. Para as novas licenças está, no entanto, prevista a possibilidade de ofertas internacionais.

Alexis Tsipras tentou um acordo de regime com os principais partidos da oposição – o Pasok e Nova Democracia, alegando que era urgente romper com o cordão político-mediático.

No entanto, as duas formações que governaram alternadamente a Grécia desde o regresso da democracia em 1974, recusaram a sugestão e acusaram o primeiro-ministro de pretender colocar o setor “sob controlo governamental”. O diploma vai ser discutido esta quinta-feira, no Parlamento.