Rádio Observador

País

22% dos jovens não reconhece a violência no namoro

343

Num estudo feito com cerca de 2.500 jovens, 22% disseram não reconhecer a violência no namoro, ao passo que 7% revelou já ter sido vítima de violência. A investigação foi levado a cabo pela UMAR.

Getty Images

16% dos jovens considera que é “normal forçar o/a companheiro/a a ter relações sexuais” e 22% não reconhece, perante uma situação concreta, que está a ser vítima de violência no namoro. Estas são algumas das conclusões de um estudo levado a cabo pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), que inquiriu cerca 2.500 jovens, entre os 12 e os 18 anos, de Braga, Grande Porto e Coimbra e que é divulgado esta sexta-feira.

No entanto, a investigação chegou também à conclusão de que os rapazes “legitimam mais comportamentos violentos do que as raparigas”. Isto porque as investigadores concluíram que 14,5% das raparigas consideram que forçar beijos ou relações sexuais não é uma forma de violência no namoro, ao passo que, nos rapazes, a percentagem sobe para 32,5%, ou seja, mais do dobro.

As investigadoras avançam ainda que 7% dos jovens inquiridos afirmaram já terem sido vítimas e violência no namoro. No estudo, foi feita a separação entre violência psicológica, física e sexual, e o tipo de violência mais descrito foi o psicológico, com 8,5%, seguida da violência física (5%) e sexual (4,5%). As investigadoras afirmam que estes são dados “preocupantes”, tendo em conta que a média de idades dos jovens ouvidos neste estudo é de 14 anos.

O estudo, que é apresentado esta sexta-feira na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, foi coordenado por Maria José Magalhães, presidente da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR).

*Editado por Helena Pereira

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Segurança Social

A dívida implícita de Portugal

José Marques

Nos últimos 40 anos, período no qual se deu a maioria da acumulação desta dívida implícita, houve uma acumulação média, silenciosa, de dívida equivalente a mais de 10% do PIB por ano.

Trabalho

Ficção coletiva, diz Nadim /premium

Laurinda Alves

Começar reuniões a horas e aprender a dizer mais coisas em menos minutos é uma estratégia que permite inverter a tendência atual para ficarmos mais tempo do que é preciso no local de trabalho.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)