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Nas eleições legislativas de 2011, John Antunes fazia parte da comissão de honra de Assunção Cristas, então cabeça de lista pelo CDS em Leiria. Pouco tempo depois, a coligação PSD/CDS subia então ao poder e Cristas tornava-se ministra do Ambiente. Mais tarde, a atual candidata à liderança do partido nomeava Antunes para presidente do conselho administração da Parque Expo, onde este antes exercia funções como diretor financeiro. A decisão surgiu depois de Cristas ter anunciado a liquidação da empresa até ao final de 2013. No entanto o processo foi-se arrastando e acabou várias vezes adiado.

Agora, o jornal i noticia, na sua edição impressa desta segunda-feira, que a Parque Expo assinou dois contratos no valor de quase 100 mil euros com a sociedade de advogados Nobre Guedes, Mota Soares & Associados desde que foi criada a comissão liquidatária da empresa, em outubro de 2014, e já com John Antunes na presidência. O primeiro destes acordos foi assinado em maio de 2015, no valor de 48 mil euros, destinando-se a dois meses de assessoria. O segundo, assinado em dezembro, mas publicado apenas no final de janeiro deste ano, ascendia aos 50 mil euros e destinava-se a pagar um mês de assessoria, de acordo com os documentos publicados no portal base.gov.

Tendo em conta que John Antunes é igualmente membro do conselho nacional do CDS e que o escritório de advogados em questão tem como sócios um antigo dirigente do mesmo partido, o i questionou a comissão de liquidação da Parque Expo sobre possíveis favorecimentos. Em resposta, foi dito que a “Parque Expo cumpriu sempre a lei da contratação pública”, garantindo que não existe “fundamento para um alegado favorecimento em qualquer adjudicação”.

A sociedade de advogados esclareceu, entretanto, que os dois contratos previam autorização para um gasto de 98 mil euros, mas que apenas foram cobrados à Parque Expo 66 mil euros.

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*artigo atualizado com informações prestadas pela sociedade de advogados Nobre Guedes Mota Soares.