Portugal fechou o ano a criar emprego pelo segundo ano consecutivo, mas a economia portuguesa ainda tem menos de 500 mil empregos que no início da crise financeira, em 2008, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A recuperação da economia portuguesa continua. Em 2015, a economia portuguesa cresceu 1,5%, depois de em 2014 já ter crescido 0,9%. O emprego, como é natural, acompanhou a recuperação económica e cresceu, pelo segundo ano consecutivo, 1,4%.

Desde 2013, ano em que atingiu o valor mais baixo, a economia portuguesa terá criado 125 mil empregos (valores médios anuais). No entanto, a economia ainda está longe de ter os níveis de emprego que tinha antes da crise financeira eclodir nos Estados Unidos (ou em força com a queda do banco Lehman Brothers), em 2008.

Mesmo com a recuperação destes últimos dois anos, ainda há menos 500 mil empregos em Portugal que o verificado em 2008.

Mesmo olhando para os valores trimestrais, a realidade não se altera. Comparando o final do segundo trimestre de 2008 com os valores do final do ano passado, a economia portuguesa ainda tem menos 499,2 mil empregos.

O ponto mais baixo foi atingido no primeiro trimestre de 2013, quando a economia portuguesa só tinha 4.411,8 mil empregos, menos 685 mil empregos que o verificado no verão de 2008.

Desde essa altura, a economia tem criado empregos de forma consistente, embora com alguns percalços – houve destruição de emprego no primeiro trimestre e no quarto trimestre de 2014, e no terceiro trimestre do ano passado -, fechando 2015 com 4.597,6 mil empregos.