Os médicos em Espanha estão preocupados com uma nova prática sexual que tem ganhado popularidade entre os jovens: a roleta sexual. A prática pressupõe uma festa onde os participantes – normalmente do sexo masculino – fazem orgias sem utilizar proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis. Entre os participantes tem de estar um indivíduo portador do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). Esse participante não pode ser previamente identificado pelos outros.

Os participantes nestas práticas sexuais vão trocando de parceiros, sempre sem saber quem é a pessoa portadora do VIH. Os especialistas explicam que estas festas normalmente são organizadas por pessoas com algum dinheiro e são abertas a todos os participantes. A terapeuta psicossexual Kate Morley afirmou à HelloU que a prática é interessante para os jovens já que combina “o orgasmo com o aumento da adrenalina”.

O conceito inspirou-se no conceito da Roleta Russa, um jogo de apostas em que o ‘jogador’ coloca uma única bala num revólver, roda o cilindro, encosta o cano à cabeça e prime o gatilho. Num revolver com capacidade para seis balas, quem prime o gatilho tem uma em seis hipóteses de se auto balear. Esta prática ter-se-á iniciado na Rússia, durante o século XIX.