Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Portugal foi um dos quatro países da zona euro onde não houve, no primeiro trimestre, um saldo positivo na criação de emprego. Segundo dados divulgados pelo Eurostat, o número de pessoas empregadas na zona euro (e também na União Europeia) aumentou 0,3% nos primeiros três meses de 2016. Já em Portugal a variação foi nula: 0,0%.

A variação nula para a criação de emprego em Portugal diz respeito à comparação trimestre a trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve uma criação de emprego de 1,1% (ainda assim, abaixo da média europeia, de 1,4%).

Portugal no fundo da tabela na criação de emprego

empregoooooo

Fonte: Eurostat — Variações em cadeia e sazonalmente ajustadas

Portugal fica no fundo da tabela entre os 28 países da União Europeia. Piores só a Polónia, onde a incerteza política está a penalizar a atividade económica, e países como Grécia, Letónia e Holanda. Nesses países, caiu o número de pessoas empregadas. Pela positiva, países como a República Checa, Lituânia e Hungria tiveram taxas de crescimento superiores a 1%.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Segundo o Eurostat, há 152,6 milhões de pessoas empregadas na zona euro, o número mais elevado desde o quarto trimestre de 2008.

Contudo, para Portugal, os últimos dados do Eurostat não têm sido tão animadores. Na semana passada, o gabinete de estatísticas da UE indicou que a economia da zona euro cresceu 0,6% no primeiro trimestre, o triplo do ritmo de Portugal.

Quanto a tendências futuras, uma sondagem da Manpower a 629 empregadores nacionais revelou que só 16% das empresas admitem reforçar o pessoal no próximo trimestre. Mais de três quartos das empresas não preveem contratar.