O PSD reagiu pela voz de Maria Luís Albuquerque à divulgação dos dados do INE que indicam um crescimento económico de 0,3% no segundo trimestre de 2016. A antiga ministra das Finanças considerou que os números divulgados confirmam “que o modelo económico que está a ser seguido não tem capacidade” para dar resposta “àquilo que foi prometido, que seria crescimento económico, sustentado, com capacidade de potenciar a criação de emprego”. Numa conferência de imprensa em que recusou falar da Caixa Geral de Depósitos e da emissão de dívida portuguesa, a antiga governante considerou que “sem investimento não temos possibilidade de esperar que os resultados sejam melhores a curto ou médio prazo”.

Maria Luís Albuquerque preferiu apontar alguns números da comparação homóloga (em relação ao segundo trimestre de 2015), para sublinhar que “as exportações estavam a crescer 7,1% e agora estão a crescer 1,5%; as importações estavam a crescer 12,5%, estão a crescer 0,9%; e o consumo das famílias, o suposto motor do crescimento, estava a crescer 3,3% e está a crescer 1,7%”. Para a social-democrata, o investimento “é o dado mais negativo e impressionante de todos”: “Estava a crescer 5,2%” em 2015, e está agora “a cair 3,1%”.

A antiga ministra das Finanças do governo de Passos Coelho destacou que “neste momento não estamos a falar de previsões ou de convicções sobre se o modelo económico funciona ou não funciona”. “Estamos a falar de dados, de factos, e é indesmentível que este modelo está a conduzir a economia a uma situação de estagnação”. Trata-se da “confirmação com factos de que esta estratégia é errada”, afirmou.

Para Maria Luís Albuquerque, “é preciso reverter a tendência” e acelerar o crescimento económico. “Aguardamos explicações por parte do governo sobre o que se está passar”, disse a antiga governante social-democrata, apelando a “um reconhecimento do erro da estratégia antes que seja tarde demais”.