Banda Desenhada

O que não pode perder no Amadora BD

Começa esta sexta feira e continua até ao dia 6 de novembro. Damos-lhe algumas dicas sobre o que ver -- e ler -- na edição deste ano do festival, com a ajuda do diretor, Nelson Dona.

Autor
  • Rita Dantas Ferreira

Lembra-se de um cowboy de camisa amarela e lenço vermelho no pescoço, mais rápido que a própria sombra? Lucky Luke, uma das estrelas mundiais em banda desenhada, completa 70 anos de existência e é uma das estrelas do Amadora BD que começa esta sexta-feira e termina a 6 de novembro.

Maurice de Bévère, que criou, com o pseudónimo Morris, Lucky Luke (entre outras personagens), esteve presente na primeira edição do Festival em 1990. “Foi o nosso primeiro convidado internacional”, afirma Nelson Dona, diretor do festival, lembrando que a presença do artista permitiu a internacionalização e a credibilização do evento.

Dois anos mais tarde, em 1992, Bévère regressou a Amadora para receber o Troféu Honra, a maior distinção da banda desenhada portuguesa. “O Lucky Luke é uma personagem muito acarinhada pelo público português”, comentou Nelson Dona. Morris foi autor de 87 álbuns do célebre cowboy que criou em 1947 com Goscinny. “Além do aniversário, somos os responsáveis em Portugal pelo lançamento mundial de uma nova aventura de cowboy, ‘A Terra Prometida’”, acrescenta o diretor do festival.

lucky terra

A capa do novo livro de Lucky Luke

Além Lucky Luke, Tintim é outra das personagens que inspirou uma das exposições no AmadoraBD deste ano. Partindo das histórias do repórter-heróis, Anton Kannemeyer convida a uma reflexão “dura, mas essencial” sobre o modo como nos relacionamos com os outros e o papel que o poder assume nessas relações.

Fala sobre o racismo e questões problemáticas de uma forma violeta que pede uma reflexão das pessoas sobre o que foi o fenómeno e as suas consequências no universo”, explica Nelson Dona.

O autor sul-africano, que ainda conheceu o apartheid, ganhou o prémio melhor álbum autor estrangeiro e vai ter uma exposição no AmadoraBD 2106.

Desde workshops, conferências, debates, sessões de autógrafos e uma feira do livro, o Festival de Banda de Desenhada decorrerá em vários espaços da cidade. O Fórum Luís de Camões será um dos palcos que acolherá oito exposições, incluindo a do autor de destaque desta edição, Marco Mendes, vencedor do Prémio Melhor Álbum de Autor Português em 2015. “O autor do Porto discute as questões da intimidade que se coloca às gerações contemporâneas”, explica o diretor.

Da Grécia, Alecos Papadatos e Annie DiDonna trazem à Amadora a exposição sobre o álbum “Democracia”, que conta uma história cativante, com base nas fontes históricas clássicas, sobre as origens deste regime. Os autores gregos assinam esta longa narrativa sobre a criação do sistema democrático numa Atenas dominada pela corrupção, há 2500 anos.” É umas das exposições que destaco. Muito atual para a época que vivemos”, afirma Nelson Dona.

As crianças formam um dos públicos mais importantes do festival e haverá atividades especialmente pensadas para os mais novos. Manuel Marsol e Carmen Chica são um desses exemplos. Os autores espanhóis e vencedores do Prémio para melhor ilustração infantil 2015 vão ter uma exposição no festival. Manuel irá ainda apresentar o livro Ahab e a Baleia Branca, uma derivação do clássico Moby Dick.

O tema da exposição centra da edição de 2016 procura explorar o conceito de “Espaço e Tempo na BD” na sua relação com as outras artes, especialmente a arquitetura, onde existe um “primado do Espaço”, com desenhos, modelos e construções; já o cinema é explorado através da relação com o Tempo, através da rodagem e da projeção e medida que cada uma destas funções ocupa nos filmes.

Além de promover o cartoon, a ilustração ou cinema de animação, o festival entrega os óscares da Banda Desenhada. “São dois eventos num festival. Ao fim-de-semana para a família e amigos. Durante a semana temos as mais diferentes faixas etárias que vão desde o jardim infantil à universidade sénior”, destaca o responsável que espera receber mais de 30 mil visitantes durante o evento.

Amadora BD – Festival Internacional de Banda Desenhada, no Fórum Luís de Camões (núcleo principal), na Amadora. Até 6 de novembro. Domingo a quinta: das 10h às 20h; sextas e sábados: das 10h às 23h. Bilhetes: 10€ (livre-trânsito), 3€ (adultos), 2€ (estudantes e seniores) e grátis até aos 12 anos. Consulte aqui a programação completa.

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