Banda Desenhada

Amadora BD. Nuno Saraiva vence prémio de Melhor Álbum Português

O ilustrador português venceu na categoria de Melhor Álbum Português com "Tudo Isto é Fado", um conjunto de histórias curtas de banda desenhadas nas quais presta homenagem ao fado.

Nuno Saraiva desenha para a imprensa portuguesa (e não só) desde 1993

Orlando Almeida

Tudo Isto é Fado, do ilustrador português Nuno Saraiva, foi eleito o Melhor Álbum Português pelo júri dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada, atribuídos este sábado no âmbito do Festival de BD da Amadora, que decorre até 6 de novembro. O álbum, um conjunto de histórias curtas de banda desenhadas que presta homenagem ao fado e aos seus intérpretes, foi editado em 2015 pela EGEAC e pelo Museu do Fado.

Nuno Saraiva nasceu em 1969 na cidade de Lisboa, onde vive e trabalha. Dono de uma extensa e premiada obra, começou a publicar banda desenhada na imprensa portuguesa em 1993, em jornais como o Expresso. Co-autor da Filosofia de Ponta, publicada em conjunto com Júlio Pinto no Independente, colabora regularmente com o Rosa Maria, o jornal da Mouraria, e com o semanário SOL, onde ilustrou a coleção de cromos “Eusébio”.

“Tudo Isto é Fado” foi editado pela EGEAC e pelo Museu do Fado

É professor de Banda Desenhada e Cartoon Político no Ar.Co. e, recentemente, ilustrou Aníbal Milhais, soldado Milhões, a história do herói português da Primeira Guerra Mundial contada por José Jorge Letria e publicada pela editora Pato Lógico.

No ano passado, o prémio foi atribuído a Zombie, uma novela gráfica de Marco Mendes que segue 24 horas na vida de uma das personagens. Mais do que uma história aos quadradinhos, é um retrato da sociedade atual.

Nas categorias de Melhor Argumento para Álbum Português e de Melhor Desenho para Álbum Português, foram distinguidos Mário Freitas, autor de Fósseis das Almas (Kingpin Books), e João Sequeira, ilustrador de Tormenta (Polvo).

Jorge Coelho vence Melhor Álbum em Língua Estrangeira

Sleepy Hollow, uma banda desenhada do português Jorge Coelho pensada para os fãs da série homónima da Fox, foi escolhida como o Melhor Álbum de Autor Português em Língua Estrangeira. O álbum foi publicado em 2015 pela BOOM!, editora com a qual o português colabora há já alguns anos.

Jorge Coelho começou a trabalhar como ilustrador em 2000, mas só mais tarde se pôde dedicar por inteiro às histórias aos quadradinhos. Com uma obra recheada de colaborações internacionais — sobretudo com editoras italianas e norte-americanas — Coelho foi um dos últimos desenhadores portugueses a entrar para a Marvel, em 2012. Em dezembro, chega às bancas o seu mais recente trabalho para a gigante norte-americana, Rocket Raccon, o guaxinim rabugento de Guardiões da Galáxia.

“Sleepy Hollw” foi editado norte-americana BOOM!

Na categoria de Melhor Álbum de Autor Estrangeiro, o vencedor foi o galego Miguelanxo Prado, autor de Presas Fáceis, publicado pela Levoir. O Melhor Desenhador Estrangeiro de Livro de Ilustração foi para O Meu Irmão Invisível (Orfeu Negro), de Ana Pez, e o Melhor Álbum de Tiras Humorísticas para Seu Nome Próprio… Maria! Seu Apelido, Lisboa! (Polvo), de Henrique Magalhães.

Joana Estrela, autora da Mana (Planeta Tangerina), ganhou o prémio de Melhor Desenhador Português de Livro de Ilustração e a Shock, publicada pela El Pepe, levou para casa o prémio de Melhor Fanzine. Os Prémios Clássicos da 9ª Arte foram atribuídos ao álbum Revisão – Bandas Desenhadas dos Anos 70, uma coletânea publicada pela Chili com Carne, e a V de Vingança, de Alan Moore e David Lloyd, editado pela Levoir.

O Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora foi criado em 1990 e é o principal evento do género em Portugal. A edição deste ano começa esta sexta-feira e decorre até 6 de novembro no Fórum Luís de Camões, na Brandoa.

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