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Casa Branca 2016

Alterações Climáticas. Donald Trump quer desistir do Acordo de Paris

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Donald Trump pretende desvincular os Estados Unidos da América do Acordo de Paris, que pretende impedir o aumento da temperatura mundial. O acordo entrou em vigor a 4 de novembro.

Donald Trump sempre se mostrou cético em relação ao aquecimento global. É "um mito", chegou a dizer

Getty Images

Donald Trump quer que os Estados Unidos da América se desvinculem do Acordo de Paris antes do fim do período de quatro anos que o país ficou obrigado a respeitar. De acordo com a Reuters, que cita uma fonte próxima da equipa de transição do presidente eleito, Trump quer encontrar uma forma que permita aos Estados Unidos abandonar o acordo firmado em maio do ano passado.

“Foi imprudente que o Acordo de Paris tenha entrado em vigor antes das eleições”, afirmou a fonte. O acordo, assinado por 195 países, entrou em vigor a 4 de novembro, quatro dias antes das presidenciais norte-americanas que deram a vitória ao candidato republicano.

Destinado a substituir o Protocolo de Quioto em 2020, o Acordo de Paris tem como objetivo manter o aumento da temperatura média mundial “muito abaixo de dois graus celsius” (o limite que os cientistas acreditam ser seguro) em relação aos níveis pré-industriais. Este prevê ainda que os líderes mundiais trabalhem no sentido de reduzir a emissão de gazes com efeito de estufa.

Barack Obama, que assinou o documento em 2015, teve um papel importante na mobilização de outros estados para a assinatura do acordo. Em setembro deste ano, os Estados Unidos e a China entregaram simbolicamente na ONU ratificações ao acordo. Os dois representam cerca de 38% das emissões globais.

Trump sempre se mostrou cético em relação ao aquecimento global, chegando mesmo a afirmar publicamente tratar-se de “um mito” inventado pelos chineses para prejudicar a competitividade da indústria norte-americana. Já durante a campanha, mostrou-se decidido em pôr um travão ao processo desencadeado pelo Acordo de Paris. Numa entrevista à Reuters, disse que pretendia, “no mínimo”, “renegociar os compromissos”.

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