As autoridades indianas elevaram, esta segunda-feira, para 142 o número de mortos na sequência do descarrilamento de um comboio ocorrido no domingo, naquele que foi o pior acidente ferroviário do país desde 2010.

Os 14 vagões do expresso Indore-Patna saíram dos carris perto da cidade de Kanpur, no estado indiano de Uttar Pradesh (norte), cerca das 3h de domingo (21h30 de sábado em Lisboa), numa altura em que a maior parte dos passageiros dormia.

“O balanço pode ainda ser maior e será difícil a tarefa de identificar todas as pessoas, particularmente aquelas cujos corpos estavam gravemente danificados”, disse uma fonte do governo local à agência AFP sob a condição de anonimato.

“Não temos o número exato de feridos neste momento”, disse o chefe da polícia local, Zaki Ahmad.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Um anterior balanço dava conta de 138 mortos e cerca de 200 feridos.

Mais de 2.000 pessoas estariam a bordo do comboio, embora muitos viajassem sem lugar reservado – ou mesmo sem bilhete – tornando impossível uma estimativa precisa.

“É difícil dizer quantas pessoas estavam a viajar, mas eram definitivamente mais de 2.000”, afirmou um porta-voz regional da rede ferroviária.

Este acidente é o mais mortal desde a colisão de dois comboios em Bengala em 2010, que fez 146 mortos e mais de 200 feridos.

Segundo o mais recente relatório oficial, em 2014 ocorreram 28.360 acidentes relacionados com a rede ferroviária da Índia, nos quais morreram 25.006 pessoas.

A rede ferroviária indiana, com 65 mil quilómetros, é a quarta mais extensa do mundo, a seguir à dos Estados Unidos, Rússia e China.

Conta com 1,3 milhões de funcionários e 12.500 comboios que transportam diariamente cerca de 23 milhões de passageiros.