Apps

Registo Viajante, a app “SOS” para portugueses no estrangeiro

139

Já está disponível a Registo Viajante (Android e iOS), que permite lançar um alerta para as autoridades em casos de emergência. A nova "app" foi apresentada esta quarta-feira pelo MNE.

Getty Images/iStockphoto

Os viajantes portugueses podem utilizar, a partir desta semana, uma aplicação gratuita para smartphone, que permite lançar um alerta para as autoridades em casos de emergência, como catástrofes naturais, acidentes ou atentados. Chama-se Registo Viajante e está disponível para Android e iOS.

Esta pretende funcionar como “uma espécie de 112” que os viajantes podem ativar em situação de emergência, como “uma catástrofe, acidentes rodoviários ou ferroviários, atentados terroristas ou situações de insegurança”, explicou esta quarta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, na apresentação da app, no Palácio das Necessidades, em Lisboa.

Ao acionarem a aplicação, a informação será recebida pelo gabinete de emergência consular e, assim, os portugueses em apuros permitirão que sejam localizados “mais depressa” e também receber um auxílio mais rápido.

Santos Silva ressalvou que “do bom uso da funcionalidade de emergência, depende a eficácia” deste serviço, referindo que esta opção não pode ser utilizada, por exemplo, para casos como a perda de documentos.

No entanto, a aplicação disponibiliza outra informação que pode ser útil numa situação como esta, ao fornecer a localização e contactos do ponto da rede consular mais próximo do local onde o viajante se encontra. A rede externa portuguesa é constituída por 134 espaços.

A aplicação tem ainda outra funcionalidade: permite ao viajante preparar a sua viagem, ao prestar informação sobre o país e região de destino, bem como sobre os alertas em vigor emitidos pelo Estado português ou outras organizações, por exemplo, sobre doenças ou questões de segurança.

O sistema permite a geolocalização do utilizador, no momento em que é acionado o alerta de emergência, mas garante a segurança e a confidencialidade dos dados pessoais inseridos.

O ministro referiu que esta é uma forma adicional de contacto de portugueses com as autoridades nacionais e que o Gabinete de Emergência Consular (GEC) mantém as restantes formas de contacto, através de linhas telefónicas e correio eletrónico. O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, afirmou que o Governo está a estudar o reforço deste gabinete.

A aplicação custou 35 mil euros e foi desenvolvida pela empresa portuguesa Armis.

“A maior parte dos portugueses em mobilidade não se encontram inscritos nos serviços consulares, porque têm uma mobilidade que é muito limitada no tempo”, relatou o governante.

Em situações de emergência, “a primeira pergunta é saber se há ou não portugueses nestes locais” e esta aplicação auxilia as autoridades nacionais nessa tarefa, porque muitas vezes “é muito difícil determinar a existência de portugueses”, até por restrições impostas pelas autoridades locais, relatou.

Por outro lado, explicou José Luís Carneiro, uma vez identificados os portugueses nestas situações, pretende-se “mobilizar, de forma mais célere, o apoio e a proteção consulares” e também “um conjunto de informações para as autoridades do país de acolhimento, que muitas vezes têm muitas dificuldades em identificarem a nacionalidade das vítimas”.

Em 2016, o GEC registou 85 ocorrências extraordinárias em 39 países em todos os continentes, destacando-se os atentados terroristas (28), seguidos de homicídios (14), acidentes rodoviários (sete), sismos (seis) e tempestades tropicais (três).

Destas, resultaram 40 mortos (os acidentes rodoviários foram a principal causa de morte), 31 feridos com gravidade, quatro raptados e três detidos.

Questionado sobre a possibilidade de a Internet não funcionar numa situação de emergência, impossibilitando assim os cidadãos nacionais de acionar este aviso, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas referiu que só se registaram dois impedimentos temporários de comunicações: na tentativa de golpe de Estado, no verão passado, na Turquia, e num atentado na Bélgica.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)