Um criança de 10 anos ficou com lesões nos olhos devido à nuvem de enxofre provocada pelo incêndio na fábrica Sapec na passada terça-feira, confirmou Direção-Geral de Saúde (DGS) em nova conferência de imprensa desta quinta-feira. Também foi confirmado que 20 pessoas foram assistidas na sequencia do incêndio, sendo que 10 são bombeiros e quatro são crianças.

Num pequeno comunicado a DGS começou por confirmar a extinção total do incêndio assim como o desaparecimento total do dióxido de enxofre da atmosfera.

“Os níveis de dióxido de carbono estão muito abaixo dos limites”, afirmou o representante da DGS, dizendo de seguida que “não há perigo para a saúde pública”.

As medidas de prevenção, ontem comunicadas numa primeira intervenção pública sobre o caso, já não são necessárias. Questionado sobre os possíveis casos de lesões provocados pela nuvem de enxofre, foi confirmado que 20 pessoas apresentaram ferimentos ou lesões provocados pelo incêndio, sendo que 10 são bombeiros que estiveram no local a combater as chamas. Outros 10 são civis e onde se encontram quatro crianças, uma delas deu entrada, esta manhã de quinta-feira, no hospital de Setúbal com lesões oculares.

Foi também esclarecido durante a conferência de imprensa que apenas o caso desta criança se mantém sob vigilância médica. Todos os outros casos registados até ao momento já tiveram alta.

“Neste momento não há emissão de dióxido de enxofre para a atmosfera. A nuvem que se gerou já foi dissipada,” voltou a reforçar o representante da DGS, no seguimento das questões dos jornalistas.

Foi ainda confirmado que as concentrações de dióxido de enxofre presente na atmosfera “não são expectantes de que venham a provocar lesões permanentes”. No entanto a hipótese de vir a surgir novos casos provocados pela nuvem de enxofre, “não está totalmente afastada”.

Na quarta-feira à tarde, a Direção-Geral de Saúde, num primeiro comunicado, aconselhou a que crianças, idosos e doentes crónicos permanecessem em casa assim como o desporto ao ar livre em Setúbal foi desaconselhado para se evitar exposições ao dióxido de enxofre presente no ar. Os conselhos foram dados través do diretor geral de Saúde, Francisco George na quarta-feira à tarde. Agora a DGS volta a pronunciar-se em conferência de imprensa depois de uma a criança de 10 anos ter sido hospitalizada com lesões oculares na sequência da exposição com a nuvem de enxofre provocada pelo incêndio que ocorreu esta terça-feria de madrugada em dois armazéns com enxofre da fábrica da Sapec, na Mitrena, em Setúbal. Na primeira intervenção pública, Francisco Geroge confirmou que “há um potencial risco”, mas afastou alarmismos.