Khalid Masood era tido na vizinhança — vivia em Luton, Bedfordshire — como um homem simples e pacato. Mas ter-se-á radicalizado algures entre 2005 e 2009 quando viveu (durante duas temporadas distintas) na Arábia Saudita, onde alegadamente terá sido professor de língua inglesa.

Em meados de 2010, e pouco depois de regressar ao Reino Unido — igualmente para lecionar –, Masood seria referenciado pelas secretas britânicas como presumível extremista. A informação foi entretanto confirmada pela primeira-ministra britânica Theresa May, que vai mais longe na adjetivação e descreve Masood um como “extremista violento”, embora acrescentando que para o MI5 este não passaria de uma figura “periférica”.

Tão periférico que, conta o Guardian, sairia do radar das secretas pouco tempo antes de, na quita-feira, ter causado a morte a quarto pessoas e ferido mais de meia centena na ponte de Westminster.

Num outro jornal britânico, o Telegraph, surge a associação entre Khalid Masood e um grupo extremista (com ligações à al-Qaeda) que vivia igualmente em Luton. Segundo este jornal, Massod poderá ter estado envolvido na preparação de um ataque (com recurso a um carro telecomandado e armadilhado com uma bomba) a uma base territorial do exército. O ataque acabaria por nunca se consumar, pois as secretas seguiam um dos mentores deste, Zahid Iqbal, e detiveram-no, bem como a outros três suspeitos. Acabariam todos condenados à pena de prisão. Massod nunca foi implicado no caso.

Entretanto, foi detido este domingo à noite em Birmingham mais um suspeito (um homem com cerca de 30 anos) de preparação de atos terroristas, desconhecendo-se o seu envolvimento ou não no atentando de Westminster. Sobe assim para 12 o número de detenções após o atentado em Londres — nove dos detidos foram entretanto libertados sem acusação formal e um outro foi libertado sob fiança.