O treinador do FC Porto, Nuno Espírito Santo, em conferência de imprensa após o ‘clássico’ lamentou a má entrada da equipa portista no jogo, afirmando que no início da partida “faltou ter bola”.

“Era um resultado que não queríamos”, começou por dizer Espírito Santo, no rescaldo do jogo frente ao Benfica, esta noite, no estádio da Luz. No entanto, não deixou de elogiar a prestação dos jogadores portistas que “queriam muito ganhar e impor essa mesma vontade no jogo”.

Contudo, se Rui Vitória elogiou, de forma clara, a prestação de Carlos Xistra, Nuno Espírito Santo fez exatamente o contrário, afirmando ter existido dualidade de critérios na hora de marcar faltas. “Há questões que gostava abordar”, começou por dizer no âmbito do tema arbitragem. “Na segunda parte, quando saíamos a jogar, sofríamos faltas e essas nunca eram concedidas”. Faltas essas que seriam para ser apitadas por Xistra e preocupam Espírito Santo o facto de o árbitro não o ter feito.

Relativamente à grande penalidade assinalada a favor do Benfica, Nuno Espírito Santo foi perentório ao responder: “É penálti”. No seguimento da grande penalidade convertida por Jonas, o treinador do FC Porto afirmou que a sua equipa reagiu bem.

‘Convidado’ a fazer a retrospetiva do que já foi jogado, o treinador respondeu que isto “é o Futebol Clube do Porto que se levantou e está na luta até ao fim”.

Nuno Espírito Santo aproveitou a conferência de imprensa para lamentar o facto de muitos dos adeptos portistas só terem entrado no estádio já com 40 minutos de jogo. “Não se entende”, desabafou. Questionado sobre um pequeno caso do jogo em que Jonas foi contra si, o treinador do FC Porto não quis comentar, mas deixou um “aviso”:

“Tenho um 1,90 e tenho 105 quilos. Não é fácil derrubar-me.”

“Preparação e concentração máxima para o próximo jogo”, foi assim que Nuno Espírito Santo respondeu à questão de como se levantaria a equipa depois de duas tentativas falhadas de ‘assalto’ à liderança.