Depois da comunicação muito dura de Bruno de Carvalho no Facebook para Luís Filipe Vieira, no seguimento das declarações do presidente do Benfica após o dérbi deste sábado e à luz da recusa em assistir ao encontro na tribuna no estádio José Alvalade, Nuno Saraiva, diretor de comunicação do Sporting, acusou o líder encarnado, bem como Rui Costa, diretor desportivo, e Paulo Gonçalves, assessor jurídico, de ter feito uma espera a Artur Soares Dias no intervalo do jogo que terminou com o empate a uma bola com golos de Adrien e Lindelöf.

“Ontem, no intervalo do dérbi, Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Paulo Gonçalves, fizeram uma espera ao árbitro Artur Soares Dias para lhe pedirem satisfações por alegados penáltis não assinalados a seu favor. A cena de coação e intimidação, habitual nestes protagonistas como foi por exemplo relatado em Paços de Ferreira, foi testemunhada pelos delegados da Liga presentes em Alvalade. O Sporting aguarda o relatório dos árbitros e dos delegados, bem como a reunião do Conselho de Disciplina, para então decidir se será mais uma vez forçado a apresentar queixa junto deste órgão“, comentou num post colocado também na sua página do Facebook.

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Em paralelo, o responsável verde e branco comentou também as declarações de Luís Filipe Vieira no final do dérbi, devolvendo as acusações feitas a Bruno de Carvalho de mentiroso, demagogo e populista.

“Um hipócrita será sempre um hipócrita. E um cobarde será sempre um cobarde. E ontem, o presidente do Benfica mostrou, mais uma vez, toda a sua classe e estirpe. É mentiroso porque diz que a sua arma é o silêncio, como se não fosse ele o autor moral da cartilha debitada até à náusea, pelos seus caciques cartilheiros nas televisões. Como se não fosse ele o pai do incentivo ao ódio e à violência, que são afinal de contas um crime público. É demagogo porque é falso e hipócrita. Lamenta, de modo sonso, o assassinato de mais um adepto do Sporting CP para na frase seguinte perguntar o que estava ele a fazer na rua às três da manhã. No fundo, o que Vieira está a proclamar é qualquer coisa de aberrante que se traduz numa simples frase execrável: se não estivesse na rotunda não tinha sido assassinado, por isso aguentem-se. Mas não se fica por aqui. É populista porque, na qualidade de visitante, vem a nossa casa e recorre ao insulto fácil ao nosso presidente, comparando-o com Vale e Azevedo. Logo ele, Vieira, que não passa comprovadamente de um caloteiro que deve, pessoal e empresarialmente, mais de 600 milhões à banca e que, pelos vistos, não parece ter intenção de pagar, contando com a total complacência dos poderes públicos“, escreveu.

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A própria polícia constatou e confirmou que adeptos do Benfica arrancaram ontem cadeiras e arremessaram-nas contra adeptos do Sporting, colocando-os, mais uma vez, em perigo de vida, e Vieira, como é hábito, voltou a nada dizer. Vieira é pois o incendiário, o pirómano. Vieira é, quanto mais não seja pelo silêncio, cúmplice destes criminosos. Mas pior, continua a incentivar pelo apoio ilegal que concede às suas claques ilegais este tipo de conduta miserável porque, ao contrário do que diz, não só está refém deste poder oculto como o faz com gosto (…) Num país a sério, este sujeito já não era presidente de coisa nenhuma. E, se tivesse vergonha, saía de cena e contribuía para a limpeza do futebol e do desporto nacional”, rematou.

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