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Acordo de Paris. Executivos e empresários isolam Trump

Este artigo tem mais de 3 anos

A decisão de Trump de rasgar Acordo de Paris está a ser muito contestada entre os líderes da economia mundial. Elon Musk (Tesla) e Bob Iger (Disney) deixaram conselho consultivo de Trump em protesto.

A contestação de Donald Trump não dá sinais de cessar. Depois de vários líderes mundiais já terem condenado a decisão do Presidente norte-americano de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris, a contestação faz-se agora sentir entre alguns dos principais presidentes executivos das gigantes multinacionais, provocando baixas na própria equipa de conselheiros do republicano.

Um dos primeiros a entrar em rota de colisão com Donald Trump foi Elon Musk, presidente executivo da Tesla e da SpaceX, que já tinha ameaçado deixar o conselho empresarial do Presidente norte-americano se Trump cumprisse a intenção de rasgar o Acordo de Paris. Perante a intransigência do sucessor de Barack Obama, Musk acabou por cumprir a promessa.

“Estou a deixar o conselho presidencial. As alterações climáticas são reais. Deixar o Acordo de Paris não é bom para a América nem para o mundo”, escreveu Elon Musk no Twitter.

Elon Musk não foi o único a deixar a equipa de conselheiros de Trump. Bob Iger, presidente executivo da Walt Disney Company, juntou-se ao líder da Tesla e anunciou que ia deixar o conselho consultivo do Presidente norte-americano por uma “questão de princípio”.

Num comunicado citado pela CNN, e depois no Twitter, Bob Iger explica as suas motivações.”Proteger o nosso planeta e impulsionar o crescimento económico são fundamentais para o nosso futuro, e eles não são inconciliáveis. Estou profundamente em desacordo com a decisão de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris”, afirmou o líder da Disney.

No Facebook, Mark Zuckerberg não poupou críticas a Donald Trump. “Deixar o Acordo de Paris é mau para o ambiente, é mau para a economia e coloca o futuro das nossas crianças em risco”, escreveu o fundador da empresa.

Jeff Immelt, presidente executivo da General Electric, fez um statement semelhante. No Twitter, o líder da gigante da multinacional norte-americana desafiou a indústria a dar o exemplo em matéria de proteção do ambiente, com ou sem o Acordo de Paris.

É para já esse o entendimento de alguns principais líderes empresariais: apesar da decisão de Trump, a indústria tem o dever moral de liderar a revolução verde. Tim Cook, presidente executivo da Apple, foi taxativo: a saída do Acordo de Paris “não terá qualquer impacto nos esforços da Apple de proteger o ambiente”, escreveu o norte-americano no Twitter, já depois de ter dito que fez tudo para persuadir o Presidente norte-americano a não rasgar o acordo.

O mesmo garantiu Brad Smith, o responsável legal da Microsoft, deixando claro que a multinacional “continua comprometida” com defesa do ambiente.

As reações foram-se sucedendo ao longo do dia de quinta-feira. Sundar Pichai, presidente executivo da Google, juntou-se ao coro de protestos, não escondendo o desapontamento com a decisão de Trump.

Jack Dorsey, presidente executivo do Twitter, acusou Donald Trump de ter “vistas curtas”. “Estamos neste planeta juntos e precisamos de trabalhar juntos”, escreveu o responsável.

Gigantes da economia como a Apple, Starbucks, Gap, Nike Adidas ou L’Oreal, por exemplo, tentaram a todo custo travar as intenções de Donald Trump. O mesmo artigo da CNN termina com um apontamento curioso: até empresas como o grupo financeiro Goldman Sachs ou companhias petrolíferas como a ExxonMobil e a Chevron, por exemplo, criticaram a decisão do Presidente Trump.

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