A Frente Comum e a CGTP consideram inaceitável o fim das isenções de comissões para reformados na Caixa Geral de Depósitos (CGD), acusando o Governo de permitir, na prática, um corte de 60 euros por ano para estes pensionistas.

Os clientes da CGD, que até agora estavam isentos de comissões, como os pensionistas, vão passar a pagar 4,95 euros por mês ou a escolher a Conta Caixa com custos mais baixas, de acordo com a nova tabela de Comissões e Despesas da Caixa, em vigor a partir de setembro.

“O Governo não pode ficar indiferente e permitir que a CGD enverede por tal caminho”, afirma a Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, ao mesmo tempo que a CGTP considera a decisão do banco público “inaceitável”.

Em comunicado, a intersindical afirma que “não pode aceitar que, mais uma vez, a banca recorra aos que menos têm e menos podem, os que deram o melhor das suas vidas pelo país para superar erros do passado e que não os querem ver repetidos”.

Também em comunicado, a Frente Comum (que é afeta à CGTP) afirma que, com esta decisão, o “Governo permite cortes nas pensões de mais de 60 euros através da CGD”, que equivalem ao pagamento de 4,95 euros por mês em comissões mais o imposto de selo.

“No ano em que os aposentados continuam a perder poder de compra face ao aumento dos impostos indiretos é inaceitável que o governo contemporize com a cobrança destes 4,95 euros por mês aos aposentados. Isto ainda é mais incompreensível tendo em conta que a maioria dos aposentados está sem aumentos há mais de oito anos”, afirma a Frente Comum.

O organismo que junta sindicatos da Função Pública recorda que os pensionistas que recebem até 630 euros beneficiaram, este ano, de um aumento de 10 euros, mas que, com esta medida, “vê-lo-ão consumido, em grande parte”.

“A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, inconformada com a decisão da CGD, exige do Governo uma imediata tomada de posição que a corrija”, afirma em comunicado.